PRÓ-FERROVIA
Ato pró-ferrovia reúne autoridades em apoio à expansão do sistema
Encontro foi promovido pelo presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro
Política
Parlamentares das esferas federal, estadual e municipal participaram, na tarde desta terça-feira (20), da assinatura do manifesto de apoio a Lei 685/2021, que trata da expansão do sistema ferroviário de Mato Grosso. O encontro foi promovido pelo presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, no auditório da Secretaria Municipal de Educação e pelo presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo.
O senador Wellignton Fagundes disse que a integração que a ferrovia vai proporcionar aos municípios do estado é muito importante. “Temos agora a certeza de um passo muito mais concreto para que a ferrovia possa sair de Rondonópolis e avançar por todo o estado de Mato Grosso. Eu parabenizo a luta de todos vocês, é um somatório de todos, dos prefeitos da baixada cuiabana e de todas as lideranças”, enfatizou.
Na segunda-feira (19), foi realizado o lançamento de edital que autoriza a extensão dos trilhos da ferrovia senador Vicente Vuolo de Rondonópolis até Cuiabá e Lucas do Rio Verde. Já o deputado estadual, Paulo Araújo, disse que ferrovia vai aquecer a economia local e proporcionar a geração de empregos.
“Esta talvez seja a maior ação da Assembleia Legislativa visando o fomento e crescimento da querida baixada cuiabana. Uma construção de 40 a 50 anos atrás, o sonho do senador Vicente Vuolo. Primeira modalidade de ferrovia gestão estadual, tendo em vista que ela fica toda dentro do estado de MT. Para nós cuiabanos, será a redenção, crescimento do comércio, da indústria, a diminuição do desemprego, o fomento de fato da baixada cuiabana”, frisou.
O vereador, Lilo Pinheiro, destacou a articulação política do deputado Federal, Emanuel Pinheiro (Emanuelzinho) e citou da alegria em compor o legislativo municipal.
“O deputado Emanuelzinho, em uma demonstração de muita capacidade, de articulação política soube ser o porta voz da sociedade mato-grossense no Congresso Nacional neste tema tão importante, tão relevante e, que de forma direta, vai refletir positivamente na vida dos cuiabanos, dos cidadãos de Barão e Melgaço, de Acorizal, Rosário Oeste, Nobres e de toda região que compõe a baixada cuiabana. “De fato, hoje é um dia de muita alegria e satisfação estar aqui representando a Câmara Municipal de Cuiabá”, declarou.
Assinaram o documento em apoio à expansão: Além do prefeito da capital, assinaram o documento: os senadores Jayme Campos, Carlos Fávaro e Wellington Fagundes. O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná, presidente do Fórum Pró-Ferrovia – Cuiabá, Francisco Vuolo, Instituto de Engenharia de Mato Grosso, Federação Mato-grossense de Presidentes de Bairros (Femab), Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), prefeito de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves da Silva, prefeito de Acorizal, Renancy Lemes, prefeito de Rosário Oeste, Alex Berto e ainda a Associação dos Empresários do Distrito Industrial de Cuiabá.
Autoridades presentes: Vice-prefeito José Roberto Stopa, vereadores Lilo Pinheiro, Didimo Vovô, Pastor Jeferson e Eduardo Magalhães. O deputado estadual Estadual Paulo Araújo, Secretário Vanderlúcio Rodrigues (Limburp), Secretária Edilene Machado (Educação), secretária-adjunta de Educação Débora Marques Vilar, José Marcio Guedes, representando o senador Wellington Fagundes e prefeitos do Consórcio Vale do Rio Cuiabá.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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