156 ANOS DE VÁRZEA GRANDE

Ato devolve antigo fórum; reestruturação vai gerar economia de R$ 1,5 milhão/ano

TERMO DE COMPROMISSO ASSINADO ENTRE O PODER JUDICIÁRIO E A PREFEITURA DE VG OFICIALIZOU A DOAÇÃO REVERSA DO ESPAÇO. PROJETO VAI AVALIAR A MELHOR FORMA DE UTILIZAÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA. A CESSÃO CONTEMPLA TAMBÉM MOBILIÁRIOS E APARELHOS DE AR-CONDICIONADO

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Política

desembargadora Maria Erotides
SECOM VG

O Poder Judiciário de Mato Grosso, oficializou a doação reversa do espaço do antigo Fórum de Várzea Grande, que volta a ser um equipamento pertencente ao município. Sede do Judiciário várzea-grandense por décadas, a estrutura foi devolvida por meio de um Termo de Compromisso assinado entre a vice-presidente do TJMT, a desembargadora Maria Erotides Kneip, e o prefeito Kalil Baracat.

Foto: SECOM/VG

O documento prevê contrapartida do Executivo, bem como a cessão de mobiliários e de aparelhos de ar-condicionado. Caberá à prefeitura, a partir de agora, construir no novo Fórum – no bairro Chapéu do Sol – um estacionamento com cobertura, cuja estrutura possa ser utilizada para instalação de painéis de energia fotovoltaica – energia solar -, representando economia para os cofres públicos e a produção de energia limpa, ou seja, sem agredir ao meio ambiente.

Foto: SECOM/VG

Conforme o prefeito Kalil, o termo de devolução é um presente que a cidade recebe, justamente na semana do aniversário de 156 anos e o sentimento é de gratidão de ambos os lados. “Esse ato foi integrado à programação oficial já que com este espaço, que será novo para nós, será possível readequar a estrutura administrativa da prefeitura e o melhor, gerar um ambiente mais acolhedor ao contribuinte e ao servidor e economia ao Tesouro Municipal de cerca de R$ 1,5 mil ao ano. A cada mês, desembolsamos mais de R$ 100 mil com pagamento de aluguéis de secretarias que estão alocadas fora do Paço Municipal. Integrar a prestação de serviços será de grande valia para todos nós aqui em Várzea Grande”.

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Kalil fez questão de esclarecer que estudos serão necessários para apontar a melhor forma de utilização da estrutura física. “Quero dizer com isso que vamos avaliar qual, ou quais secretarias, podem vir para cá. Não sei dizer aqui o quanto será necessário investir, mas afirmo, é de interesse do Município migrar o mais rápido possível, especialmente para integrar serviços e gerar economia”.

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Durante seus agradecimentos, o prefeito fez questão de lembrar que essa assinatura é fruto de um entendimento iniciado ainda na gestão da então presidente do TJMT, a desembargadora Maria Helena Póvoas, e que teve empenho pessoal do juiz-corregedor Juvenal Fonseca, da desembargadora Maria Erotides, vice-presidente e da atual presidente do Poder Judiciário, desembargadora Clarice Claudino da Silva e do diretor do Fórum da Comarca local, o juiz Luis Otávio Pereira Marques.

SECOM/VG

“Tudo isso vem sendo construído há um tempinho e que pôde ser concretizado na gestão de outra mulher a frente do Judiciário estadual, a desembargadora Clarice Claudino. Tenho orgulho em dizer que nossa gestão tem excelente relacionamento com os poderes constituídos, especialmente com o Judiciário”.

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Questionado sobre as mudanças de endereços das secretárias, Kalil pontuou ainda que inclusive a Câmara Municipal, que também ocupa hoje um local alugado, pode vir a se instalar na sede do Ministério Público Estadual (MPE), que ainda funciona ao lado do antigo Fórum, praticamente dentro do Paço Municipal. “A ideia sempre foi de ter todos os poderes operando dentro do Paço Couto Magalhães, mas infelizmente, a sede da Câmara tem um entrave ambiental e o Fórum antigo já não comportava a demanda do judiciário várzea-grandense”.

O procurador-geral do município, Jomas Fulgêncio, reforçou o sentimento de agradecimento pela história que foi escrita pelo Fórum e destacou que a doação do espaço irá melhorar o atendimento ao contribuinte, ampliar a acessibilidade e enriquecer o ambiente de trabalho dos servidores.
A acessibilidade e a integração no atendimento, foram também ressaltadas pelo presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Paulo Tolares.

“São ganhos para toda comunidade, pois agilidade e resolução de demandas é o que todos buscam, e melhor ainda, se vieram de um mesmo lugar”.

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ENDEREÇO DA JUSTIÇA – O diretor do Fórum da Comarca de Várzea Grande, o juiz Luís Otávio Pereira Marques, lembrou com certa nostalgia, que a antiga sede cumpriu seu fim e que fez história. “Fica aqui o sentimento de gratidão ao Município e ao espaço, que hoje segue em doação reversa, que abrigou a justiça várzea-grandense por décadas”.

Ao finalizar, o juiz saldou a desembargadora Maria Erotides, afirmando que ela é a memória viva do judiciário de Várzea Grande.

A desembargadora contou que atuou no espaço por duas vezes, a primeira de 1985 a 1991 e depois de 1992 a 2011. O antigo prédio havia sido doado pelo então prefeito Jayme Campos, na década de 80 e ficou, até este ano, como sede da justiça local.

“Aqui nunca houve atuação com desvio de finalidade, e sim, palco de inúmeras ações, decisões e feitos históricos, como trazer a apuração de votos dos eleitores de Várzea Grande, que era feita em Cuiabá, para passar a ser realizada aqui. Como várzea-grandense e moradora da cidade até hoje, nunca achei a pecha de cidade dormitório de Cuiabá”.

Ela fez questão de frisar que é sempre bom existir compromisso e união em prol do bem comum, no caso a cidade e sua população, tanto é que Várzea Grande vem recebendo apoio de todas as esferas de Poder existente federal e estadual e a gestão do prefeito Kalil Baracat colhe os frutos desta boa relação, demonstrando compromissos.

A magistrada enalteceu a gestão de Kalil Baracat e teceu elogios ao trabalho da primeira-dama, Kika Dorilêo Baracat, que é promotora de Justiça, com trabalho reconhecido, tanto pela magistratura como pela Justiça Estadual.

Logo após a solenidade de assinatura do Termo de Compromisso, as autoridades visitaram as instalações do prédio e puderam ter as primeiras impressões de como o espaço poderá ser utilizado de maneira mais breve possível.

PROGRAMAÇÃO DOS 156 ANOS DO DIA 12 AO DIA 15:
12 de maio de 2023 (Sexta-feira)
*19:00 – Sessão Solene em comemoração aos 156 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande e entrega de Títulos de Cidadania.
Local – Centro de Eventos do Restaurante Mirante das Águas – Rua Brasília nº 2010 – Jardim Potiguar – Várzea Grande, MT.
13 de maio de 2023 (Sábado)
*09:00 – Inauguração das obras de pavimentação asfáltica do Bairro Nova Era.
Local – Rua Rio Negro, esquina com a Rua Jornalista Nilson Santos.
*16:00 – Inauguração das obras de pavimentação asfáltica da comunidade da Capelinha.
Local – Comunidade da Capelinha – Distrito Capão Grande.
14 de maio de 2023 (Domingo)
*08:30 – Missa em Ação de Graças em comemoração aos 156 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande.
Local – Igreja Matriz – Nossa Senhora do Carmo – Av. Filinto Muller – Centro.
15 de maio de 2023 (Segunda-feira)
*09:00 – Inauguração da Escola Estadual Ernandy Mauricio Baracat de Arruda – Nico Baracat.
Local – Rua Barrabas, Quadra 56, Bairro Nova Fronteira.
*16:00 – Desfile Cívico e Militar em comemoração aos 156 Anos de Fundação da Cidade de Várzea Grande.
Local – Av. Couto Magalhães – Centro

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Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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