Política
Atendimento humanizado nas unidades de saúde de Cuiabá é destaque durante encontro com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)
O atendimento humanizado nas unidades de saúde de Cuiabá foi apontado, pelos membros da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), como um diferencial da rede pública municipal.
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Da Redação
O atendimento humanizado nas unidades de saúde de Cuiabá foi apontado, pelos membros da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), como um diferencial da rede pública municipal. Durante encontro com os gestores de saúde da capital, após visita técnica no Hospital Referência de Tratamento contra a Covid-19: Centro de Saúde Ana Poupina, Unidade de Pronto Atendimento Sul (UPA) e o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HMC).
A visita dos membros da Organização, em Cuiabá, tem como objetivo conhecer a atuação da capital frente a pandemia da Covid-19, para buscar um alinhamento nas ações e compartilhar as soluções exitosas com outras regiões. “A gente identificou nas unidades, de maneira geral, que as equipes tem adotado estratégias de comunicação eficiente com os familiares desses pacientes, gerando informação e os boletins diários com qualidade. Também na Unidade de Pronto Atendimento, a gente identificou esse processo de acolhimento dos pacientes”, destacou o consultor da Opas, Rodrigo Said.
Em resposta a constatação da equipe da Opas, o prefeito Emanuel Pinheiro enfatizou que vem buscando promover um atendimento de qualidade, prezando pela humanização. “Eu recebo com muita satisfação o resultado desta visita técnica. Tenho buscado esforços para melhor a saúde pública para os cuiabanos e obter este reconhecimento, em um momento tão delicado de pandemia, me faz crer que estamos no caminho certo. Com uma boa gestão e profissionais empenhados, o resultado não poderia ser diferente”, destacou.
A Opas é uma unidade parceira do Ministério da Saúde, do Governo Federal e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A comitiva é composta por médicos infectologista, profissionais epidemiológicos e representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
“O tratamento humanizado do paciente já é uma marca da gestão do Emanuel pinheiro. Esta atuação é tanto para o paciente com Covid-19, tanto com as outras comorbidades. Nós temos essa preocupação com a humanização. Esse resultado trazido com a visita técnica é muito importante, pois são pessoas experientes e que já passaram por vários municípios. Vamos continuar atuando para melhorar ainda mais o atendimento nas unidades de saúde de Cuiabá”, avaliou o secretário municipal de saúde, Célio Rodrigues da Silva.
A visita técnica da equipe foi realizada na terça-feira (06) e o resultado do encontro foi apresentado nesta sexta-feira, no Hotel Deville, em Cuiabá. Além da capital, os membros da Organização já estiveram nos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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