DIA DAS CRIANÇAS
Alunos do programa SER Família Criança têm dia de diversão em Poconé
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, a ação social atende a cerca de 500 crianças no contraturno
Política
As crianças atendidas pelo Programa SER Família Criança, localizado no município de Poconé, distante cerca de 100 quilômetros de Cuiabá, tiveram uma tarde diferenciada nesta quarta-feira (11.10), com a comemoração antecipada do Dia das Crianças.
O programa, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, atende cerca de 500 crianças na modalidade contraturno e é gerido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com o município de Poconé, que é responsável pela execução do programa.
O evento teve início às 13 horas, com a presença de animadores, pula-pula, piscina de bolinha, escorregadores infláveis, distribuição de pipoca e picolé. Em seguida, as crianças realizaram apresentações das atividades desenvolvidas no Programa, como balé, capoeira, dança, atividades físicas, estimulação cognitiva e música.

João Reis
A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, agradeceu a dedicação dos envolvidos no programa e falou sobre a emoção de ver o SER Família Criança comemorando seu primeiro Dia das Crianças.
“São sete meses de atividades do SER Família Criança em Poconé, um projeto que nasceu no meu coração, sempre sonhei em dar essa oportunidade às crianças que não tem acesso, e ver essa primeira comemoração do Dia das Crianças acontecer vibrou meu coração de tanta felicidade. De coração agradeço a secretária Grasi por toda dedicação, a primeira-dama Joelma, as equipes Unaf e Setasc, é maravilhoso ver as coisas dando certo. E nossa perspectiva é expandir o programa e ver essa realidade acontecer em todos os 141 municípios de Mato Grosso”, salientou.
A secretária da Setasc, Grasi Bugalho, que esteve presente no evento representando a primeira-dama Virgnia Mendes, ressaltou que o Programa SER Família Criança, implantado em Poconé, é o primeiro do Estado e é um piloto para que outros possam ser implantados em outros municípios.
“É um grande laboratório, pois muito já foi alterado do projeto inicial para melhorar cada vez mais o atendimento. Desde sua inauguração até os dias de hoje, já estamos colhendo frutos. A primeira-dama de Poconé, Joelma, nos contou sobre crianças que já estavam na rua, cometendo pequenos delitos e que hoje estão no Programa SER Família Criança, e têm outro rendimento na escola e também participam de outros projetos sociais do município. E é isso, dar a oportunidade para que essas crianças tenham uma vida diferente”, disse

“É um programa completo e que deixa o coração da gente super feliz, e a gente vê que é possível entregar um programa eficiente e de qualidade. Só posso parabenizar as crianças, que Deus continue abençoando todas as nossas crianças, e agradecer a Deus, primeiramente pela oportunidade, e a nossa primeira-dama Virginia Mendes, ao governador Mauro Mendes, por acreditar, idealizar e implementar esse projeto; à primeira-dama Joelma, ao prefeito Tata, ao município de Poconé, a todos os servidores que trabalham e batalham para entregar essa política pública de qualidade. E que esse seja o primeiro Dia das Crianças de muitos que virão”, completou.
A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Emprego e Renda de Poconé, Joelma Gomes, agradeceu a secretária Grasi Bugalho e a toda a equipe da Setasc pelo esforço e empenho para a concretização do Programa SER Família Criança.
“Sou grata, reconheço a sua atenção e carinho por Poconé, o seu trabalho que a gente acompanha, e sabemos do empenho e dedicação não só da secretária, mas de toda a equipe da Setasc”, enfatizou.

“Virginia Mendes foi uma luz que apareceu aqui no município de Poconé. É uma pessoa que tem feito mudanças na vida de crianças vulneráveis daqui, que tem mudado famílias por meio do SER Família Criança. Eu, como profissional da Educação, como mãe, me emociono por ver quantas crianças podem se alimentar, tem a oportunidade de dançar balé, tem os olhos voltados para elas. E Virginia pode proporcionar tudo isso para nosso município de Poconé”, concluiu.
Além da distribuição de lanches, sucos, picolés e sacolés, todas as crianças também receberam brinquedos como lembrança da comemoração do Dia das Crianças.

SECOM/MT

Política
Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.
Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.
Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.
Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.
O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.
O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.
Gil Ferreira/Agência CNJ
Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde
Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A proposta está em análise no Senado.
Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.
Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.
Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:
- campanhas educativas;
- capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
- monitoramento eletrônico de agressores;
- atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
- programas de reeducação de autores de violência.
Akira Onume/Governo do Pará
Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz
Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.
A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.
Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.
A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.
Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.
Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.
De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.
O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.
A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:
- na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
- contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
- em descumprimento de medida protetiva de urgência.
Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.
Depositphotos
Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino
Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).
A proposta está em análise no Senado.
De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.
Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.
A proposta foi enviada ao Senado.
De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.
A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:
- defensorias públicas;
- ministérios públicos;
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
- entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
- núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.
Depositphotos
Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD
Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.
No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.
O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.
Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.
O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.
De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.
Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.
O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein
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