Política
ALMT promulga PEC que garante estabilidade aos servidores da Empaer
Proposta de Emenda à Constituição é de autoria das lideranças partidárias e foi aprovada, por unanimidade, na sessão plenária desta semana
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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), assinou, nesta quarta-feira (7), a promulgação do Projeto de Emenda à Constituição 10/21, que garante estabilidade a um grupo de servidores com mais de 30 anos de carreira que estão sendo desligados da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), somente com direito a salário, saldo de férias e 13º. A medida é de autoria das lideranças partidárias.
Durante a solenidade de promulgação, Max relatou que a Assembleia tem sido, de fato, a casa do povo de Mato Grosso, sendo o local de atendimento às reclamações da população, apresentando uma forte atuação em todos os municípios e atendendo os mais variados segmentos e dificuldades.
“Esse Parlamento tem realizado sessões históricas, se colocado verdadeiramente ao lado do cidadão de Mato Grosso. Aprovamos leis como a que evita o corte de energia elétrica para as famílias menos favorecidas. Enfrentamos vetos, como o da (tributação da) energia solar. Realizamos seis sessões no mesmo dia para votar a PEC da Empaer e não nos furtamos de vir durante o recesso parlamentar, para colocar como pauta prioritária – a votação dessa PEC tão essencial para os 61 funcionários que estão sendo prejudicados com a decisão”, pontuou o presidente, ao parabenizar e reconhecer que se o trabalho dos servidores não fosse de fundamental importância para a agricultura familiar mato-grossense, eles não teriam alcançado o apoio de todos os deputados.
A PEC da Empaer foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares estaduais na sessão de terça-feira (6), onde ocorreram dois pedidos de vistas: o primeiro foi o que altera a Lei n 10.709, de 28 de junho de 2018, e a Lei nº 8.059, de 29 de dezembro de 2003, e dá outras providências – que tem como objetivo converter o recolhimento da contribuição ao Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT), em benefício ao Fundo Estadual de Saúde (FES/MT) e ao Fundo de Apoio às Ações Sociais (FUS/MT), mantendo assim, a continuidade do auxílio. E o segundo, foi o de prorrogação do benefício do Programa Ser Família, destinado a ações de transferência de renda com condicionalidades.
Os dois pedidos de vistas, solicitados pelo deputado Lúdio Cabral (PT) ficaram para ser votados na sessão plenária do dia 3 de agosto, após o recesso parlamentar, porém Max Russi afirmou que, se porventura o governo enviar projeto da Previdência é um compromisso dos deputados retornar ao trabalho e realizar uma sessão extraordinária.
O presidente ressaltou ainda que, mesmo com os pedidos de vistas, que acabaram adiando a aprovação de projetos sociais que pedem urgência na aprovação, a sessão teve um saldo positivo.
“Fizemos uma convocação para que fosse votado o projeto do FEEF/MT que é um recurso importante para os hospitais filantrópicos que fazem um trabalho essencial para a nossa sociedade e que teve o recurso cortado, recentemente. Agora precisaremos realizar uma próxima sessão para aprovar a renovação”, explicou, ao informar que o pedido de vistas também adiou a aprovação da continuidade do Programa “Ser Família”, que deverá ser encerrado no final deste mês. O Ser Família Emergencial é um programa do Estado de Mato Grosso, idealizado por Max Russi, que garante a transferência de renda para famílias que vivem em situação de extrema pobreza.
“São dois projetos sociais de grande urgência que o governo mandou para esta Casa com o intuito de que os deputados aprovassem a prorrogação, mas o pedido de vistas faz parte do Parlamento, é um direito garantido ao deputado”.
Estiveram presentes na solenidade de promulgação os deputados Eduardo Botelho, Thiago Silva (MDB), Delegado Claudinei (PSL), Wilson Santos (PSB), João Batista (PROS), Elizeu Nascimento (PSL) e ainda o federal e grande defensor da agricultura familiar, deputado Carlos Bezerra (MDB).
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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