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ALMT e AMM trabalharão juntas para diminuir as desigualdades entre os municípios

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A escritora, professora e psicanalista Ariel von Ocker assina os poemas de abertura dos capítulos do livro

Foto: Helder Faria

Michelle Diehl e Cristina Soares acreditam que a arte pode ser caminho de cura. A partir dessa ideia, elas desenvolveram o Projeto Simbiose, para pintar telas que trazem gatos como protagonistas. A proposta se expandiu e deu origem ao livro “Cama de gato”, lançado quinta-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O lançamento do livro foi marcado por sessão especial presidida pelo deputado estadual Silvano Amaral (MDB). Ele representou sua colega de partido, a deputada Janaina Riva, responsável pela emenda parlamentar que viabilizou a publicação da obra.

“Mais uma vez, a Assembleia Legislativa acolhe uma iniciativa cultural. Isso é importante para a sociedade porque fomenta discussões necessárias e amplia o acesso à cultura. As emendas favorecem esse trabalho e, por meio delas, o Legislativo vai além de propor normas e fiscalizar as ações do Executivo”, destacou o deputado.

“Cama de gato” reúne crônicas escritas pela historiadora Cristina Soares, textos inspirados nas vivências da jornalista Michelle Diehl. Entre os temas abordados estão o diagnóstico e tratamento da bipolaridade, o isolamento na pandemia e o processo de luto desencadeado pela morte do pai de Michelle.

De acordo com a jornalista, os rascunhos dos capítulos surgiram dentro de um processo terapêutico, em que a escrita foi usada para elaboração dos sentimentos. Cristina recebeu esses rascunhos e os utilizou como base para escrever as crônicas que integram a obra. “É tudo muito íntimo, porque essas histórias fazem parte de um desafio de autoconhecimento em que propus um mergulho dentro de mim”, disse Michelle.

Apesar dessa intimidade, Cristina Soares destaca a identificação como uma das potencialidades da obra. “Todos temos dores e lutas, portanto a identificação é natural. Os leitores são colocados diante de um recorte, das experiências de quem buscou e ainda busca dar novos significados para seus sofrimentos”, explicou a historiadora.

As autoras optam por tratar temas densos e dolorosos de maneira leve, se apropriando de linguagem simples, como destaca a escritora, professora e psicanalista Ariel von Ocker, cujos poemas abrem cada capítulo. Para ela, o livro apresenta características inovadoras do ponto de vista literário, o que inclui a mistura de gêneros e o desafio da escrita a várias mãos.

“Escrevi dentro de um trabalho bastante orgânico. Recebia o capítulo, lia e os poemas nasciam com fluidez. Além da representatividade, me senti muito feliz por participar de um livro que se propõe a falar de superação, histórias de vida, dificuldades, questões mentais que precisamos discutir sem tabus”, disse Ariel.

Um dos temas centrais da obra, o transtorno afetivo bipolar, também conhecido como doença maníaco-depressiva, é caracterizado por intensas mudanças de humor que se alternam entre episódios de depressão, mania ou hipomania, com períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade, frequência e duração. Segundo a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), o transtorno bipolar afeta mais de 140 milhões de pessoas no mundo e os sintomas aparecem geralmente antes dos 30 anos.

A obra “Cama de gato” pode ser adquirida no site da editora Carlini e Caniato. 






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Saiba como acompanhar a atuação dos deputados e apresentar suas demandas à ALMT

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A participação do cidadão na política não deve terminar quando as eleições acabam. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos durante os quatro anos de mandato parlamentar também faz parte da democracia. Saber o que um deputado estadual pode e não pode fazer, como ele vota projetos de interesse da sociedade e conhecer a atuação dele nos debates sobre assuntos que afetam a vida do povo são alguns dos meios de participar ativamente do processo democrático.

Para que a população possa se informar, cobrar e participar diretamente das decisões políticas no estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) disponibiliza diversos canais oficiais. Site, redes sociais, rádio e televisão reforçam o atual sistema de comunicação pública da instituição, que tem como foco o engajamento do cidadão no acompanhamento dos trabalhos e nos debates parlamentares.

Além de notícias sobre o dia a dia do Parlamento estadual, pelo portal institucional é possível ter acesso a serviços e a informações sobre projetos em tramitação e legislação, publicações do Diário Oficial Eletrônico, Portal Transparência e setores internos, como a Ouvidoria-Geral. No menu Parlamento, ficam disponíveis documentos parlamentares, as pautas de discussão e atas das sessões plenárias e dados sobre as comissões permanentes, câmaras setoriais temáticas e frentes parlamentares.

Para o consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, os meios de comunicação oficiais atualmente disponíveis são a melhor forma de a população se informar e participar das atividades legislativas.

“O melhor meio de acompanhar os trabalhos do parlamentar é pela rede de comunicação da Casa, que tem um cardápio fantástico no site, na TV Assembleia, na Rádio Assembleia e nas redes sociais, onde o cidadão pode seguir o trabalho e cobrar diretamente o deputado”, ressalta.

Com relação ao site, Barros destaca a área da Secretaria de Serviços Legislativos, que reúne todas as informações e documentos sobre o processo legislativo. Por essa ferramenta, é possível conhecer e entender a organização e o funcionamento do Parlamento estadual. Propostas, leis, atas de audiências públicas e de sessões plenárias e publicações como o Guia do Processo Legislativo e o Glossário Legislativo são alguns dos itens que podem ser acessados pelo público.

Outra importante forma de participação popular é acompanhar presencialmente a rotina de trabalho dos deputados. Todas as reuniões de comissões (inclusive CPI), câmaras temáticas, frentes parlamentares e sessões são abertas ao público na sede do Parlamento estadual, em Cuiabá, com datas e horários divulgados previamente na Agenda da ALMT. Muitas sessões e audiências públicas são levadas também para os municípios do interior, geralmente para discutir assuntos que afetam diretamente a comunidade local.

Segundo Barros, entre outros eventos que envolvem diretamente o povo, a audiência pública é muito importante para a população expor aos deputados a sua vontade, o que ela pensa sobre determinado tema.

“A ALMT realiza centenas de audiências públicas por ano, pelas comissões, muitas delas diretamente nos municípios. É a oportunidade de a população se manifestar e apresentar aos seus representantes as suas vontades, os seus problemas, o que ela deseja para melhorar, o que está acontecendo de bom ou ruim. É o momento em que a sociedade pode chegar próximo de seus representantes para esclarecer algumas situações e, de certa maneira, até interferir no processo legislativo”, afirma.

De acordo com o consultor, muitas boas ideias que levam a modificação nas leis surgem desse contato próximo entre o cidadão e seu representante. O parlamentar, segundo ele, pode fazer a conexão entre a vontade popular e a técnica legislativa.

“Parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que é pinçado da sociedade por meio do voto e vai ter a dedicação exclusiva durante quatro anos para poder se debruçar sobre vários temas que o cidadão, por conta do trabalho e de outras funções, não consegue. A democracia representativa é isso, ter essa dedicação para ouvir os técnicos, o governo, o setor empresarial, os trabalhadores, os servidores públicos, e formar um convencimento. O parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que foi eleito para ter essa missão e durante quatro anos poder representar a todos”, conclui Barros.

Fonte: ALMT – MT



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