DISPUTA DE VICE
Lideranças do União aguardam que Botelho realize pesquisa para escolher vice
O tema tem causado um desconforto no arco de alianças de Botelho.
Política
Quanto a indefinição da escolha do vice de Botelho, para concorrer às eleições na disputa da prefeitura de Cuiabá, lideranças do União Brasil defendem que o vice na possível chapa do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, seja definida através pesquisa. Os dirigentes avaliam que tal alternativa amenizaria os impasses internos que têm ocorrido ultimamente, junto aos partidos da base de apoio do projeto do União Brasil.
O deputado estadual Júlio Campos concordou com a ideia da presidente do União em Cuiabá, deputada federal Gisela Simona, de que o assunto deve ser resolvido com base no resultado do levantamento.
“Concordo plenamente, eu acho que tem vários candidatos, todos bons candidatos. Ontem mesmo encontrei com um pré-candidato que eu não sabia, que é o médico doutor Maurélio Ribeiro, filho do nosso queridíssimo ex-presidente do partido Oscar Ribeiro, que me comunicou que o PP colocou o nome dele também à disposição, são tantos nomes bons que eu acho que a Gisela tem plena razão. Só uma pesquisa qualitativa e quantitativa para definir um bom vice para o candidato do nosso do União Brasil, que é o Eduardo Botelho”, disse em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (3).
O posicionamento deles é semelhante ao da secretária-geral do MDB no estado, deputada Janaina Riva. Ela comentou que aconselhou ao pré-candidato que realize o processo para ter ao seu lado uma pessoa agregadora e que ajude a puxar votos, caso sua candidatura seja confirmada durante o período de convenções.
O tema tem causado um desconforto no arco de alianças de Botelho. Partidos, como o PP, PRD e Republicanos, não largam mão de fazer a indicação, o que tem provocado um certo racha.
Republicanos não aceitam que o PRD, que nasceu entre a fusão do Patriotas e PTB, seja escolhido para ocupar a vaga. Lideranças alegam que a legenda comandada pelo ex-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, não tem representatividade na capital para puxar votos, além de não terem tempo de TV e rádio, diferente do Republicanos.
O PRD tem apostado no ex-secretário de Turismo do estado, Felipe Wellaton, para o cargo. Ele deixou o Republicanos e migrou para sua nova casa, decisão que não foi bem vista pelas lideranças de sua antiga legenda. Nos bastidores comenta-se que a imposição do partido em não aceitar o PRD como vice surgiu após a mudança dele.
Política
Mauro Mendes considera “estranha” migração de votos para Lula após derrota de Flávio
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “muito estranha” a migração de votos no segundo turno da eleição presidencial, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Para o ex-governador, o comportamento do eleitorado contrariou suas expectativas, especialmente diante do perfil conservador de Mato Grosso.
“É muito estranho. Estado de direita como o nosso, o estado de Mato Grosso. A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi para ele”, declarou Mauro, ao comentar o resultado da votação realizada no domingo (25).
Apesar de questionar o cenário, o senador eleito afirmou que não pretende especular sobre as razões que levaram ao resultado. Ele destacou que não há elementos suficientes para atribuir a movimentação dos votos a uma causa específica.
“É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, afirmou.
Antes do encerramento da apuração, Mauro demonstrava confiança na vitória do candidato do PL. No domingo, ele chegou a projetar que Flávio Bolsonaro venceria a disputa presidencial com uma vantagem de quatro a cinco pontos percentuais. A previsão, no entanto, não se confirmou.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos em âmbito nacional, enquanto Flávio obteve 48,21%, segundo os resultados divulgados após a apuração.
Em Mato Grosso, o cenário foi diferente. Flávio manteve ampla vantagem, com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista. O resultado estadual, portanto, não acompanhou a tendência nacional apontada por Mauro ao comentar a migração de votos.
Lula ampliou votação em Mato Grosso
Embora tenha sido derrotado no estado, Lula recebeu mais votos no segundo turno do que na primeira etapa da eleição. O petista passou de 581.681 para 694.067 votos, um acréscimo de 112.386. Flávio também ampliou sua votação, passando de 1.298.581 para 1.350.912 votos.
Os números mostram que ambos cresceram em quantidade de votos entre os turnos, mas o aumento da votação de Lula foi maior em termos absolutos. Isso, isoladamente, não permite identificar de quais candidatos vieram os votos adicionais, já que a comparação também depende do comparecimento dos eleitores e de outros fatores eleitorais.
Senador diz que prioridade será trabalhar pelo país
Apesar da derrota de seu aliado, Mauro afirmou que pretende exercer o mandato no Senado com foco nas demandas nacionais, independentemente das divergências políticas com o presidente reeleito.
O senador eleito também manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e com os desafios econômicos que, em sua avaliação, deverão ser enfrentados nos próximos anos. Entre os pontos citados estão o crescimento da dívida pública e o déficit da Previdência.
Mauro assumirá o mandato no Senado em fevereiro de 2027.
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