CUIABÁ
Reeducandos da PCE fazem limpeza e revitalização de espaços da Casa Mãe Joana
Instituição abriga 29 pacientes portadores do vírus HIV e depende de voluntários
Polícia
rês reeducandos da Penitenciária Central do Estado (PCE) participaram de uma atividade social de limpeza e revitalização dos espaços da Casa Mãe Joana, em Cuiabá, nesta segunda-feira (14.08).
A ação faz parte do planejamento da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP), da Secretaria do Estado de Segurança Pública (Sesp), para a reinserção de reeducandos na sociedade.
A SAAP utiliza a mão de obra dos reeducandos em órgãos públicos e instituições, promovendo melhorias prediais e auxiliando na ressocialização para que os privados de liberdade possam ser reinseridos na sociedade.
Na Casa da Mãe Joana, as atividades devem prosseguir ao longo do mês de agosto, sendo que dez presos deverão atuar na próxima visita.
Paulo Rogério Rodrigues, presidente da Casa da Mãe Joana, que atende portadores do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), destaca a importância da iniciativa da Sesp para a instituição, que atualmente abriga 29 pacientes.
“A casa é filantrópica, vive exclusivamente de doações. Os pacientes aqui, na maioria, são pessoas cadeirantes ou com outra deficiência física, que andam de muletas. Então temos pouca mão de obra para fazer esse tipo de serviço. Assim, esse trabalho foi excelente para nós”, afirma o presidente.
O policial penal Lindomar Henrique da Silva Rocha, que acompanhou todo processo de revitalização, ressalta a importância da iniciativa e detalha as atividades já realizadas.
“Hoje foram tratadas as questões principais, com ações mais paliativas. Houve limpeza, pintura de algumas áreas e reestruturação da frente do local. Posteriormente serão realizadas mais ações, após solicitação de materiais, como um caminhão, para a retirada de entulhos do espaço”, informa o policial.
*Sob supervisão de Fabiana Mendes
Polícia
Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT
Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.
“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.
O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.
A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.
Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.
“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.
O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.
“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
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