MATO GROSSO
Policiais penais iniciam edição 2023 do Projeto Agente Mirim em MT
Projeto social contempla crianças e adolescente em Tangará da Serra, Mirassol D’Oeste, Barra do Garças e Campo Novo dos Parecis
Polícia
O projeto social Agente Mirim (Agem) de prevenção às drogas inicia as atividades de 2023. A iniciativa, desenvolvida por policiais penais que atuam de forma voluntária nos dias de folga dos plantões, contempla crianças e adolescentes em condições de vulnerabilidade social em Tangará da Serra, Mirassol D’Oeste, Barra do Garças e Campo Novo dos Parecis.
Coordenador do “Agem” em Mirassol D’Oeste, o policial penal Lindomar de Almeida Coutinho Lira explica que as atividades normais do projeto têm início no próximo sábado (25.03), no período matutino. Ao longo do ano, os inscritos participam de palestras, acampamentos, orientação sobre o funcionamento da bússola, pistas e obstáculos, construção de armadilhas e de abrigo, entre outras.
Em Barra do Garças, o “Agem”, desenvolvido pela cadeia pública do município, tem como coordenador o policial penal Bruno Henrique Ferreira Marques. Na cidade, a formatura e a cerimônia de abertura das atividades estão marcadas para o próximo dia 31 de março. Por lá, o projeto também teve início em 2022, com a participação de 100 inscritos. Neste ano, serão atendidos 130 meninos e meninas dos sete aos 17 anos.
Já em Campo Novo dos Parecis, as atividades estão marcadas para começar no próximo dia 1º de abril próximo. Foi no município que o “Agente Mirim” foi idealizado pela primeira vez pelo policial penal Fábio Aguiar, em 2015. Em Tangará da Serra, a abertura das ações aconteceu no último dia 11 deste mês de março.
Fonte: SECOM-MT
Polícia
Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT
Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.
“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.
O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.
A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.
Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.
“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.
O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.
“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
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