EXECUÇÃO

Polícia Civil prende três em flagrante por tentativa de homicídio de mulher em Juína

A vítima, de 38 anos, foi alvejada com dois disparos na cabeça quando estava na varanda de sua residência com a mãe cadeirante

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Foto: Polícia Civil-MT

A Delegacia da Polícia Civil de Juína prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (25.09), três envolvidos na tentativa de execução de uma mulher, ocorrida na noite de segunda-feira.

A vítima, de 38 anos, foi alvejada com dois disparos na cabeça quando estava na varanda de sua residência, no bairro Vila Operária. No momento do crime estavam no local a mãe dela, uma idosa cadeirante, e outro familiar.

Durante as diligências para esclarecer o crime, a equipe policial identificou os suspeitos que chegaram à casa da vítima em uma motocicleta. O primeiro foi localizado em um casebre insalubre, no bairro Tancredo Neves e confessou aos investigadores que pilotou a motocicleta usada no homicídio.

O segundo foi detido no bairro Módulo 6. Na casa onde ele foi encontrado, em companhia de uma adolescente, foram apreendidas uma roupa que ele usava no momento do crime e 28 porções de maconha já embaladas para venda. Ele assumiu ser o autor dos disparos e proprietário da droga apreendida.

A dupla executora pegou a motocicleta usada no homicídio com um casal, que alegou que sabia sobre o uso da moto e a emprestaram, contudo, não tinham conhecimento do crime.

Os investigadores identificaram também o terceiro envolvido no homicídio, a pessoa que deu apoio aos executores, mostrando onde a vítima morava.

Os três foram autuados em flagrante pelo crime de homicídio qualificado tentado.

O delegado Ronaldo Binotti Filho informou que as diligências seguem para localização da arma usada no homicídio. “As investigações continuam a fim de levantarmos informações quanto a outros responsáveis pelo delito, bem como no intuito de localizar o mandante”.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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