região do Chapéu do Sol

Polícia Civil fecha oficina de desmanche de caminhões roubados em VG

Três homens que estavam no local foram presos em flagrante por receptação, adulteração de sinal de veículo automotor e associação criminosa

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Polícia

Foto: PMMT

Na última quarta-feira (24) uma oficina que funciona como local de desmanche de caminhões na região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande, foi desarticulada pela Polícia Civil em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA). Três homens que estavam no local foram presos em flagrante por receptação, adulteração de sinal de veículo automotor e associação criminosa.

As investigações iniciaram para apurar denúncia sobre um barracão que servia como local de desmanche de caminhões roubados. No endereço, os policiais da DERFVA flagraram o momento em que os três suspeitos saiam da oficina clandestina em um caminhão Mercedes Bens.

Os policiais realizaram a abordagem do veículo, sendo solicitada a abertura do baú do caminhão, onde foram encontrados vários pedaços de chassi de caminhões cortados. Questionados, os suspeitos não souberam explicar a origem do material que transportavam.

Com base nas evidências, os policiais retornaram até o barracão onde foram apreendidos documentos e placas de caminhões, todos com restrição de roubo e furto, além de uma empilhadeira com numeração raspada e um cofre fechado, confirmando a denúncia que o local funcionava como uma oficina de desmanche.

Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e os suspeitos conduzidos à DERFVA, onde, após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de receptação, adulteração de sinal de veículo automotor e associação criminosa.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.

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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



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