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Polícia Civil faz novas diligências para identificar local onde vítimas do Maranhão foram executadas

Oito pessoas identificadas pela DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte dos quatro rapazes foram presas durante a operação

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Polícia

Foto: PJC-MT

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá realizou novas diligências a fim de identificar o possível local para onde quatro vítimas, oriundas do Maranhão, foram levadas, torturadas e executadas por ordem de uma facção criminosa.

Equipes da DHPP e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com apoio do Corpo de Bombeiros, foram a uma casa no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, onde foram realizadas perícias. O imóvel está abandonado e apresenta prováveis vestígios de que pessoas tenham sido executadas no local. Peritos da Politec fizeram aplicação do reagente luminol para detectar se há presença de sangue humano e a DHPP aguardará o resultado do exame.

Foto: Polícia Civil-MT

As diligências dão sequência à Operação Kalypto, deflagrada pela DHPP no dia 24 de janeiro para cumprir 18 ordens judiciais de prisão temporária e de buscas e apreensões contra integrantes de uma facção que sequestraram, mutilaram, assassinaram e depois sumiram com os corpos de quatro rapazes, há quase dois anos.

Oito pessoas identificadas pela investigação da DHPP com envolvimento no desaparecimento e morte das vítimas foram presas durante a Operação Kaypto.

Foto: Polícia Civil-MT

Tribunal do crime

As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, desta forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, no dia 02 de maio de 2021.

A investigação, coordenada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, da DHPP de Cuiabá, reuniu diversas informações coletadas durante inúmeras diligências realizadas na Capital e também no estado do Maranhão, que levaram à identificação dos envolvidos na execução dos quatro rapazes.

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá porque receberam ameaças de morte.

A investigação apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.

Foto: PJC-MT

Ameaças e coação

As vítimas vieram do Maranhão para Mato Grosso em busca de trabalho devido à escassez de oportunidades no estado nordestino. Em Cuiabá, conseguiram trabalho com salário e podiam suprir as despesas de alimentação e moradia.

Além de matar as quatro vítimas, nas semanas seguintes os criminosos não hesitaram em determinar o regresso dos familiares de Tiago, Geraldo e Clemilton ao estado de origem. O delegado Caio Fernando faz uma observação sobre a situação causada às famílias: “Esses familiares que aqui também conseguiram emprego e sustento, sem culpa alguma, foram literalmente ‘tocados’ de Cuiabá da noite para o dia, sem que ao menos pudessem organizar seu retorno”.

Em diligências no Maranhão, a equipe da DHPP constatou que os parentes das vítimas se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade econômica e lamentando que foram obrigados a retornar de Cuiabá para não ter o mesmo destino dos familiares mortos.

Fonte: PJC-MT

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Idosos vivenciam manhã de lazer e integração no Parque Bernardo Berneck

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Encontro realizado na sexta-feira (23) encerrou a programação do Mês da Pessoa Idosa, com piquenique, música, dança e atividades voltadas à saúde e à convivência social.

Uma manhã de convivência, lazer e diversão marcou o encontro dos idosos atendidos pelo Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCI) Vovô Zeid e pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), realizado na sexta-feira (23), no Parque Bernardo Berneck, em Várzea Grande. A programação contou com piquenique, música, dança, alongamento e atividades voltadas ao bem-estar físico, mental e social dos participantes.

A ação marcou o encerramento das atividades do Mês da Pessoa Idosa, celebrado em outubro, e reuniu idosos de diferentes regiões do município em um momento de integração, descontração e fortalecimento de vínculos.

A superintendente municipal de Cultura, Lu Arruda, destacou a importância da parceria entre as secretarias para viabilizar atividades culturais e de lazer destinadas à população idosa.

“A gente entrou em uma conversa com a Assistência Social para que o Vovô Zeid pudesse ter um momento de cultura e lazer aqui no Parque Berneck. O interessante é que essa gestão é muito harmoniosa, e o diálogo entre as secretarias permitiu a liberação do espaço para proporcionar esse momento aos idosos”, afirmou.

A secretária municipal de Assistência Social, Taynara Morais, ressaltou que o encontro encerrou uma série de atividades desenvolvidas ao longo do mês dedicado à valorização da pessoa idosa.

“Essa ação no Parque Berneck é a culminância do Mês da Pessoa Idosa em Várzea Grande. É uma manhã de lazer, movimento e bem-estar físico, mental e social, pensada para promover a interação, a alegria e a convivência”, destacou.

A coordenadora do CCI Vovô Zeid, Leda Márcia, também enfatizou a importância da iniciativa para fortalecer os vínculos entre os participantes do centro de convivência e os idosos atendidos pelos CRAS de diferentes regiões do município.

“Fizemos essa integração com os CRAS e os idosos do Serviço de Convivência, trazendo todos para esse momento de piquenique no parque. Foi uma atividade divertida, e o resultado foi muito positivo. Eles estão se divertindo e aproveitando bastante”, relatou.

Aos 89 anos, Margarida Araújo celebrou o momento de lazer e destacou como a participação nas atividades do Vovô Zeid contribuiu para sua independência e qualidade de vida.

“Está sendo muito bom, eu me renovei, fiquei mais nova agora! Desde que comecei a participar do Vovô Zeid, estou mais independente. Vou à lotérica pagar minhas contas e ando sozinha”, contou.

A iniciativa reforça o compromisso do município com a valorização da pessoa idosa, por meio da promoção de espaços de convivência, lazer e socialização que contribuem para a qualidade de vida, a autonomia e o envelhecimento ativo.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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