Polícia
Polícia Civil de MT deflagra Operação Bad Vibes III contra exploração sexual de crianças e adolescentes
O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão como parte do esforço nacional de repressão à exploração sexual de crianças e adolescentes.
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Na manhã da última terça-feira (21), a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deu início à Operação Bad Vibes III. O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão como parte do esforço nacional de repressão à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A operação faz parte de uma mobilização coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, as Polícias Civis do Brasil e a agência norte-americana Homeland Security Investigations. Em Mato Grosso, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar contra um alvo na cidade de Guiratinga.
A equipe da DRCI coordenou a operação e contou com o apoio da Delegacia Regional de Rondonópolis, da Delegacia de Guiratinga e da equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos equipamentos computacionais e um celular, que serão encaminhados à perícia para análise.
Essa iniciativa de combate à pedofilia foi coordenada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência – CIBERLAB/DIOPI da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), que conduziu as investigações junto às polícias judiciárias de 13 estados. No total, foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva para apurar a prática dos delitos em um grupo de mensageria, onde eram comercializados e consumidos vídeos e fotografias com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
A operação Bad Vibes ganhou esse nome devido ao fato de os crimes terem sido praticados por meio de uma plataforma de mensageria. A iniciativa teve início em outubro de 2023 e já está em sua terceira fase. A ação ocorre como desdobramento do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, promovendo conscientização sobre os perigos enfrentados por esse grupo vulnerável.
No Brasil, a legislação estabelece penas que variam de 1 a 4 anos de prisão para quem armazena esse tipo de conteúdo, de 3 a 6 anos para quem compartilha e de 4 a 8 anos de prisão para quem produz material relacionado aos crimes de exploração sexual.
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