TRIBUNAL PARALELO 2
Polícia Civil cumpre mandados contra organização criminosa envolvida em homicídio em Cocalinho
Vítima foi agredida com pauladas e golpes de faca após ter a sentença de morte decretada pelo grupo criminoso
Polícia
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Cocalinho, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (06.09), a Operação Tribunal Paralelo 2, para cumprimento de quatro ordens judiciais de busca e apreensão relacionadas à investigação de um homicídio qualificado, ocorrido no mês de maio no município.
As ordens judiciais são cumpridas em diversos endereços em Cocalinho tendo como alvo seis investigados, apontados como integrantes de uma organização criminosa que teria sentenciado a vítima de morte.
O crime que vitimou, Abneir Gomes Araújo, de 32 anos, conhecido como “Neguinho”, ocorreu no dia 08 de maio, ocasião em que a vítima foi cruelmente agredida por membros de uma organização criminosa, resultando em sua morte.
Durante as investigações, a Polícia Civil levantou informações de que antes da sua execução, a vítima estaria sendo procurada por faccionados, sob a suspeita de usar indevidamente o nome da organização criminosa com intuito de agredir pessoas.
A vítima então foi submetida ao julgamento do “tribunal” do grupo criminoso, tendo sofrido severas agressões com bambus, pauladas e golpes de faca, que resultaram em sua morte.
Com base nos elementos colhidos nas investigações, o delegado Danilo Rodrigues Barbosa representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Comarca de Água Boa.
As investigações seguirão em andamento para apurar outras mortes e desaparecimentos de pessoas no município, praticados por integrantes de organização criminosa.
Tribunal Paralelo
O nome da operação faz referência às sentenças aplicadas pelos integrantes da organização criminosa, que decidem pela execução de possíveis rivais sem qualquer justificativa e aplicam a disciplina (salves) em componentes ou simpatizantes do grupo como forma de castigo.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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