CÓDIGO SEGURO
Polícia Civil cumpre buscas em segunda fase de operação para reprimir tentativa de acesso ao sistema da instituição
Investigações constataram tentativas de acessos indevidos ao sistema com a utilização de credenciais vazadas
Polícia
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), deflagrou, nesta quarta-feira (18.09), a segunda fase da operação “Código Seguro”, para cumprimento de um mandado de busca domiciliar na cidade de São Paulo (SP).
O alvo, de 35 anos, é investigado por envolvimento em tentativas de acessos indevidos ao sistema de consultas da Polícia Civil de Mato Grosso, utilizando credenciais vazadas. A ação contou com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) da Polícia Civil de São Paulo.
A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pelo delegado adjunto da DRCI, Gustavo Godoy Alevado, após a Gerência de Desenvolvimento de Sistemas e Aplicações da Polícia Civil detectar atividades suspeitas nos logs de acesso ao sistema, revelando tentativas de invasão com a utilização de credenciais comprometidas.
A primeira fase da operação foi deflagrada em 17 de julho de 2024, nos municípios de Francisco Alves (PR), Sobral e Fortaleza (CE), ocasião em que foram apreendidos dispositivos móveis, computadores, R$ 25 mil em espécie e outras mídias eletrônicas. Os materiais estão sendo analisados com a devida autorização judicial para a extração de dados que possam colaborar com as investigações.
A delegada titular da DRCI, Juliana Chiquito Palhares, reforçou a importância da operação para a segurança dos sistemas institucionais. “A operação Código Seguro é um marco na proteção dos dados da Polícia Civil e de outras instituições públicas. Continuaremos atuando com rigor para identificar e responsabilizar aqueles que tentam comprometer a integridade dos nossos sistemas”, disse a delegada.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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