8 FORAGIDOS
Polícia ainda busca prender 8 foragidos suspeitos de envolvimento em sequestro de pai de prefeito
Sobre o caso da tentativa de sequestro frustrado de Edson Joel Meira, 57, pai do prefeito de Jangada
Polícia
ATUALIZADA às 09h39 – Sobre o caso da tentativa de sequestro frustrado de Edson Joel Meira, 57, pai do prefeito de Jangada (80 km ao norte de Cuiabá), Rogério Meira (PP), no domingo (22), o delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gustavo Belão, revelou que a polícia ainda busca pelo menos 8 suspeitos de envolvimento no crime de sequestro. Segundo o delegado, no grupo havia divisão de tarefas e os 3 suspeitos presos não teriam participado do rapto, apenas da extorsão.
O delegado Gustavo Belão em entrevista coletiva na manhã de segunda-feira (23), afirmou que uma suspeita, que recebeu R$ 1 mil de resgate, foi presa no município de Nova Olímpia e outros dois, uma mulher e um homem, detidos em Nova Marilândia. Ele disse que o homem usa tornozeleira eletrônica e teria atuado apenas no pedido de resgate.
“Os criminosos que foram presos, eles estavam ligados diretamente apenas à parte de extorsão, houve uma divisão de tarefas ali, então alguns criminosos ficaram no cativeiro, outros invadiram a fazenda e estes criminosos que foram presos negociavam a libertação da vítima. Então estes criminosos [presos] aparentemente não sabiam onde era o cativeiro ou quem eram as pessoas que tinham invadido a fazenda […] eles não tinham motivação, falaram ‘eu estou sendo pago para fazer contato com os familiares e exigir o preço do resgate”.
O delegado disse ainda que, até o momento, não há indícios de motivação política para o crime ou de retaliação, considerando que Edson já foi alvo de operações da Polícia Civil e acusado de integrar uma quadrilha especializada em roubo de gado no norte do Estado.
Também afirmou que nenhuma vítima deu certeza sobre a identidade dos suspeitos, mas, ele acredita que Edson poderá identificá-los, caso a polícia consiga capturá-los.
“Os suspeitos que invadiram a fazenda, invadiram de cara limpa, então o senhor Edson tem condições de identificar, de reconhecer esses criminosos, basta agora que a Polícia Civil consiga identificá-los e apresentá-los ao senhor Edson para que ele faça o reconhecimento”.
Considerando que os 3 presos não tiveram envolvimento no sequestro, apenas na extorsão, o delegado pontuou que ainda “temos pelo menos mais 8 pessoas a serem identificadas”.
Valor do resgate
O delegado da GCCO ainda afirmou que a principal hipótese seguida é a de que o objetivo principal dos criminosos era obter dinheiro com o resgate. Eles chegaram a pedir R$ 70 mil.
“Os pedidos de resgate começaram em R$ 1 mil, R$ 2 mil e chegou a R$ 70 mil […] só R$ 2 mil foram transferidos. […] Não levaram nada da propriedade, a não ser o veículo da vítima, mas foi abandonado posteriormente. A princípio era extorsão mediante sequestro, exigência de valores para libertar a vítima”.
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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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