EM CASTANHEIRA

PM prende caminhoneiro após atacar funcionários de empreiteira com fogos de artifício

Vítimas trabalhavam sobre a ponte do Rio Vermelho, quando motorista disparou artefato; um homem ficou ferido

Publicado em

Polícia

Foto: PMMT

Um caminhoneiro, de 38 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar, após ferir trabalhadores de uma empreiteira com uso de fogos de artifício em Castanheira (a 788 km de Cuiabá). Um homem, de 23 anos, teve um ferimento no rosto e foi encaminhado ao Hospital Municipal.

Os policiais militares foram acionados para se deslocarem até um posto de combustível, pois no local havia uma confusão entre os envolvidos. As equipes foram informadas por uma das vítimas, que relatou que trabalha com construção de pontes e viadutos. 

Em certo momento, elas estavam em baixo da ponte sobre o Rio Vermelho, na MT-170, quando o suspeito passou em uma carreta e arremessou, de forma proposital, um fogo de artifício contra os trabalhadores. 

Um homem precisou ser levado até uma unidade de saúde. A vítima sofreu uma lesão interna em decorrência da explosão. Após o ataque, o suspeito seguiu até uma borracharia, anexa ao posto de combustível. Os policiais militares identificaram o suspeito ainda no local. 

À PM, o denunciado confirmou o ataque e alegou que tem medo de onça e que utiliza do fogo do artifício para espantar animais.   

O suspeito apresentava sinais de embriaguez, mas alegou não ter ingerido nenhum tipo de bebida alcóolica ou uso de entorpecentes. Ele ainda estava com uma lesão no braço devido a confusão com os funcionários da empresa. O homem foi encaminhado à delegacia. 

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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