Sistema Prisional
Mato Grosso possui mais de 7,3 mil monitorados no Sistema Prisional – considerado falho segundo especialistas
Mato Grosso possui 7.303 indivíduos do Sistema Prisional que são monitorados pelo sistema de tornozeleiras eletrônicas
Polícia
7.303 indivíduos do Sistema Prisional de Mato Grosso, atualmente, são monitorados pelo sistema de tornozeleiras eletrônicas entre regimes fechado e aberto. O expressivo número equivale a 63% de detentos reclusos na totalidade de 41 unidades prisionais que abrigam cerca de 11,5 mil presos, entre condenados e provisórios no Estado.
Teoricamente, o sistema de monitoramento eletrônico seria uma alternativa para o déficit de vagas no sistema carcerário de todo país e, em Mato Grosso, supre a ausência de unidades destinadas ao cumprimento de pena no regime semiaberto, mas, a realidade aponta para um sistema falho, de controle limitado, cuja fiscalização vai depender da disposição do portador do equipamento em mantê-lo ligado.
O preso mesmo constatado de que está fora do raio de circulação permitido, ou que o equipamento está desligado, não existe nenhuma ação imediata que reprima ou puna o transgressor, o que acontece, somente, quando é preso em flagrante por outro crime.
O coordenador do Núcleo de Promotorias de Justiça da Execução Penal, promotor de Justiça Rubens Alves de Paula, diz que o sistema de monitoramento eletrônico cumpre o seu papel, no entanto, admite que tem suas falhas e o Ministério Público Estadual (MPE) tem cobrado do governo do Estado melhorias na estrutura da Central de Monitoramento, com equipes maiores e viaturas, para que seja possível ir ao local em que o monitorado se encontra quando este deixar a circunscrição de recolhimento, onde teria que estar em determinado horário, em sua residência.
Caso saia, o agente penal iria lá e abordaria o reeducando para encaminhá-lo para o juiz, ao Ministério Público e à Defensoria Pública para realização de audiência de justificação e explicar as razões pelas quais ele deixou de se recolher em sua residência e estava em um local fora da zona permitida, cita o promotor.
Porém, esta estruturação, ainda é trabalhada, porque ainda não funciona da forma ideal. Hoje é a central que monitora e encaminha o relatório para o processo. No processo, o MP requer a regressão cautelar desse sentenciado que deixou de se recolher em sua residência, por exemplo, ou deixou a bateria do seu equipamento eletrônico descarregado, ou até o caso de haver rompido a tornozeleira e, em razão disso, ele pode ter a regressão do seu regime prisional para o fechado.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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