em flagrante
Força Tática apreende cerca de 600 kg de drogas avaliados em R$ 14,2 milhões
Na ação, um homem foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. O suspeito já possui passagem criminal por lesão corporal
Polícia
Nesta segunda-feira (27), Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional apreenderam 13 sacos com cerca de 600 kg de cocaína, no município de Campo Novo do Parecis. A carga gerou um prejuízo estimado em R$ 14,2 milhões às facções criminosas. Na ação, um homem foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. O suspeito já possui passagem criminal por lesão corporal.
Durante a Operação Tolerância Zero contra facções criminosas, uma equipe da Força Tática foi acionada por equipes da Agência Regional de Inteligência sobre um carregamento de entorpecentes próximo à Aldeia Salto da Mulher.
De acordo com o trabalho investigativo, um avião havia descarregado a carga e criminosos estavam se deslocando para o local com a intenção de recuperá-la.
Diante das informações, os policiais militares intensificaram o policiamento na região e se depararam com duas caminhonetes modelo Triton. Ao tentar realizar a abordagem, os ocupantes fugiram para a mata, mas um deles foi abordado e detido em flagrante.
No veículo apreendido, foi encontrado um dispositivo Starlink utilizado para rastrear o carregamento. Também foram localizados cinco celulares. À PM, o indivíduo revelou que havia recebido R$ 5 mil para buscar a droga e receberia o mesmo valor pela entrega, totalizando R$ 10 mil. O destino não foi revelado.
Em buscas pelo local, os policiais militares encontraram 13 sacos com cerca de 600 quilos de cocaína, espalhados pela mata. Os policiais militares mantêm buscas pelo segundo suspeito.
O homem, o veículo e o entorpecente apreendido foram conduzidos à cidade de Tangará da Serra para registro do boletim de ocorrência. Em seguida ele deve seguir para a Polícia Federal em Cuiabá.
Polícia
Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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