NECRÓPSIA
Exame necrológico vai apontar se aluno teve mal súbito ou se foi vítima de afogamento durante curso dos Bombeiros
Conforme informações da Polícia Civil, o jovem reclamou que estava passando mal durante o treinamento e afundou repentinamente.
Polícia
ATUALIZADA ÀS 09h11 – No caso do mal súbito que levou a morte o aluno do Corpo de Bombeiros, Lucas Veloso Perez, de 27 anos, na Lagoa Trevisan em Cuiabá, na manhã da última terça-feira (27), o delegado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Nilson Farias, informou que requereu um exame de necropsia do aluno que morreu durante o curso de Formação de Soldados Bombeiros. O exame deve apontar se houve um mal súbito ou se o militar foi vítima de afogamento.
Conforme informações da Polícia Civil, o jovem reclamou que estava passando mal durante o treinamento e afundou repentinamente. Ele foi socorrido por um capitão da corporação e levado a um barco de apoio, onde foram iniciadas as primeiras manobras de reanimação.
Em seguida, o rapaz foi encaminhado para o Hospital H- Bento, no bairro Dom Aquino, na capital. Na unidade de saúde, os médicos tentaram reanimá-lo por mais de 20 minutos, mas sem sucesso.
“Requisitei o exame de necropsia e esse exame que deve sair em um período aproximado de 10 dias nos dará a causa da morte. Então somente com o exame de necropsia vamos poder ter certeza. Porém, o que se acredita é que ocorreu ou um mal súbito ou um afogamento”, disse o delegado.
Ainda conforme a autoridade policial, em um primeiro momento, não foi detectada nenhuma imprudência ou imperícia por parte dos instrutores. Entretanto, a conduta segue sendo investigada.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que um procedimento administrativo foi aberto para apurar as circunstâncias do ocorrido. A pasta disse ainda que está prestando atendimento à família do aluno. Lucas era natural de Goiás e passou no concurso público de 2022.
“Pelo que foi informado já quando ele estava em procedimento de nado, de aprendizagem, e ali dentro da água ele reclama que estava sentindo falta de ar. A priori não tem nenhum elemento que aponte uma violência por parte dos demais policiais”, ressaltou a autoridade policial.
Caso Rodrigo Claro
Há pouco mais de 7 anos, um aluno do Corpo de Bombeiros morreu também durante treinamento da corporação na mesma Lagoa Trevisan. Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, faleceu no dia 21 de novembro de 2016.
À época, ele teria sido dispensado no final do treinamento do curso dos bombeiros, após reclamar de dores na cabeça e exaustão. O Corpo de Bombeiros informou que já no Batalhão ele teria se queixado das dores e foi levado para a policlínica em frente à instituição.
Ali, o rapaz teve duas convulsões e foi encaminhado em estado crítico ao Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado em coma, mas acabou falecendo. A morte chegou a gerar processo na Justiça Militar em desfavor da tenente Izadora Ledur.
Polícia
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