MATO GROSSO
Ciosp celebra 21 anos de fundação com entrega de medalhas a personalidades civis e militares
Agraciados contribuíram com os trabalhos desenvolvidos pela Superintendência
Polícia
Em celebração aos 21 anos de fundação, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), entregou a “Medalha Mérito das Comunicações da Segurança Pública”, na manhã desta quinta-feira (31). Receberam a medalha 21 personalidades civis e militares que contribuíram com os trabalhos desenvolvidos pela Superintendência. Outras nove personalidades receberam o troféu do Ciosp.
Homenageado com o troféu, o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri destacou os investimentos feitos pelo Governo do Estado na área de tecnologia e citou como exemplo o programa Vigia Mais MT, coordenado pelo Ciosp. “São 21 anos de existência, porém em 2023 demos um salto de qualidade. O programa Vigia Mais MT vem para colocar o estado dentro do mapa de observação, fiscalização, antecipação e solução de crimes. O grande exemplo que podemos usar é da cidade de Sorriso. Houve um homicídio e em minutos os suspeitos foram identificados e presos. As imagens captadas pelas câmeras do Vigia Mais MT estão no inquérito e servem como prova de crime”, disse.
Em sua fala, Roveri citou também a substituição dos rádios analógicos das forças de segurança para o sistema digital, cujo investimento é de R$ 90 milhões. “Estamos na etapa final e Mato Grosso será 100% digital”, frisou. “Temos também o botão do pânico nas escolas, dispositivo interligado ao Ciosp. Se acionado, a viatura mais próxima atende a ocorrência. Isso é uma inovação do Estado de Mato Grosso. A Segurança Pública e o Ciosp têm dado saltos de qualidade e avanço para atender bem o cidadão”, acrescentou.
Para o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, além dos investimentos, o Governo conta com o comprometimento dos servidores públicos. “Uma gestão não se faz só com investimentos, em especial com as pessoas. E manter um time de pessoas compromissadas e dedicadas a poder contribuir com o Estado de Mato Grosso é um grande desafio. Os nossos números já demonstram que Mato Grosso está atingindo outro patamar em termos de segurança pública mesmo diante de todos desafios que temos”.
O superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez ressaltou a expansão do Ciosp em Mato Grosso. “Criado em 2002, o Ciosp está presente em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e está no processo de construção nas cidades de Barra do Garças e Sinop, com investimento de mais de R$ 10 milhões feito pelo Governo do Estado para trazer mais segurança à população. Atendemos atualmente mais de 4 mil ligações de emergências por dia, gerando despacho de 900 ocorrências para as diversas instituições que compõe o Ciosp”.
Confira a lista dos homenageados com a medalha:
Primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes
Cel PM Héverton Mourett de Oliveira
Cel PM Cláudio Fernando Carneiro
Delegado de Polícia Valter Furtado Filho
Delegada de Polícia Daniela Silveira Maidel
Cel PM Francyanne Siqueira Chaves Lacerda
Delegado de Polícia Rodrigo Bastos da Silva
Cel BM Luciana Bragança Brandão da Silva
Delegado de Polícia Vitor Hugo Bruzulato Teixeira
Ten Cel PM Waldiley Alencar Taques do Valle Junior
Ten Cel PM Sara Cristina da Silva Borges
Ten Cel PM Thiago Vinícius Pinheiro da Silva
Sgt PM Ronilson Nunes da Cruz Junior
Sgt BM Wanderlei Martins Leão
Investigadora de Polícia Veridiana Leticia Doneda
Investigadora de Polícia Patrícia Lopes a Conceição Galdino
Investigador de Polícia Henrique Tadeu R. de Almeida Barbosa
Sgt PM Luiz Carlos Monteiro Salgado
Sgt PM Leonardo Reinildes Pinheiro
Sgt PM Siderlei José da Silva
Sgt PM Augusto César da Silva
Homenageados com o troféu Ciosp:
Secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri
Secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia
Delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel
Comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes
Comandante do Corpo de Bombeiros coronel Alessandro Borges
Superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal, Arthur Nogueira
Promotor Mauro Zaque
Secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Carneiro Tinoco
Controlador Geral, Paulo Farias
SECOM/MT
Polícia
Projeto Âmbar fortalece cultura do feedback no MPMT
Como a liderança pode contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis? A pergunta conduziu a quarta e última oficina do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar, realizada na sexta-feira (4) pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Voltada a gestores e lideranças da instituição, a capacitação promoveu reflexões sobre o papel do feedback e da Comunicação Não-Violenta (CNV) na prevenção de riscos psicossociais, no fortalecimento das relações profissionais e na construção de uma cultura organizacional mais humana, colaborativa e saudável.A oficina “Feedback como ferramenta de cuidado e direção” foi conduzida pela gerente de Desenvolvimento, Josyane Lima de Cerqueira, e pelo gerente de Aposentados e Pensionistas, Juan Correa Rodrigues Vieira, com participação da subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, e da chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), Ozivânia França de Oliveira Luzzato. Além das exposições teóricas, os participantes foram divididos em três grupos e realizaram atividades práticas simulando situações de feedback e aplicando conceitos trabalhados ao longo da capacitação.Na abertura, a psicóloga do Programa Vida Plena, Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, ressaltou que o ciclo de oficinas foi concebido como um espaço de reflexão sobre as relações de trabalho, as práticas de liderança e os fatores que impactam a saúde mental. Segundo ela, o Projeto Âmbar percorreu diferentes dimensões do cuidado, desde a organização do trabalho até o autocuidado, culminando na discussão sobre o feedback como instrumento de desenvolvimento. “Quando falamos em saúde mental, estamos falando também da qualidade das relações, da maneira como os conflitos são conduzidos e das condições que produzimos coletivamente para que as pessoas possam trabalhar com respeito, segurança e dignidade”, afirmou.Ao adentrar no tema, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert destacou que o feedback é uma das ferramentas mais sensíveis da liderança e deve ser compreendido como instrumento de cuidado, desenvolvimento e fortalecimento das relações profissionais. Para ela, o grande desafio das lideranças é ampliar o olhar para além das demandas e processos, colocando as pessoas no centro das decisões. “Existem técnicas para uma boa gestão e para um bom feedback, mas nenhuma técnica supera o nosso desenvolvimento humano”, afirmou. A subprocuradora-geral também reforçou a importância da empatia, da escuta qualificada e da comunicação respeitosa para a construção de ambientes saudáveis e a prevenção do adoecimento.Ainda durante sua participação, Anne Karine Wiegert chamou atenção para a necessidade de autoconhecimento por parte dos gestores e para a coragem de enfrentar conversas difíceis. Segundo ela, liderar exige capacidade de lidar com conflitos, acolher diferentes perspectivas e tomar decisões nem sempre populares. “Nós não mudamos o outro. Nós mudamos a forma como lidamos com o outro”, enfatizou. Para a gestora, o medo da reação do liderado costuma ser um dos principais obstáculos para a realização de feedbacks, podendo gerar ansiedade, desgaste emocional e adiamento de questões que precisam ser enfrentadas.Ao apresentar a atuação do Departamento de Gestão de Pessoas, Ozivânia França de Oliveira Luzzato reforçou que cuidar das pessoas é a essência da missão do setor e um dos pilares da estratégia institucional. Responsável pelo acompanhamento funcional de mais de 2,4 mil integrantes da instituição, o DGP atua desde o ingresso até a aposentadoria dos membros e servidores. “Regulamentos são importantes, sistemas são importantes, processos são importantes, mas o mais importante são as pessoas”, afirmou. Segundo ela, são as pessoas que concretizam a missão constitucional do Ministério Público, razão pela qual investir em saúde, desenvolvimento e qualidade das relações significa fortalecer a própria atuação institucional.Feedback – Durante a capacitação, Josyane Lima de Cerqueira explicou os conceitos fundamentais do feedback, sua origem histórica e sua aplicação na gestão de pessoas. O termo surgiu na área da engenharia e dos sistemas de controle antes de ser incorporado ao ambiente organizacional. No contexto da liderança, explicou a gerente, o feedback deve ser entendido como um processo intencional voltado ao alinhamento de expectativas, ao reconhecimento e ao desenvolvimento das equipes. “Feedback não é qualquer diálogo. É um diálogo que tem objetivo, tem intenção e não parte do acaso; ele se sustenta em evidências”, ressaltou.A facilitadora apresentou os três principais tipos de feedback: reconhecimento, orientação e desenvolvimento. Também destacou que o processo é didático e dinâmico, exigindo observação, escuta, planejamento e disposição para o diálogo. Entre as etapas de preparação, citou a definição clara dos objetivos da conversa, o levantamento de evidências, a escolha do momento adequado, a antecipação de possíveis reações, o planejamento de perguntas e a reflexão sobre o próprio papel da liderança.Outro ponto abordado foi o desconforto frequentemente associado ao feedback. A partir de reflexões propostas aos participantes, a oficina discutiu se é mais difícil dar ou receber feedback, além de questões como medo de gerar desconforto, falta de preparo, receio de reações emocionais e ausência de uma cultura consolidada de diálogo. Ao defender a prática contínua do feedback, Josyane Cerqueira alertou: “Se a conversa provocou constrangimento, humilhação, exposição ou repressão, isso não é feedback”.A gerente também destacou que as ferramentas de gestão são importantes porque oferecem evidências objetivas para as conversas, evitando julgamentos ou percepções subjetivas. Além disso, explicou que o feedback contribui diretamente para a saúde nos ambientes de trabalho ao reduzir incertezas, alinhar expectativas e fortalecer o sentimento de pertencimento, especialmente em equipes híbridas. “Para se ter saúde no trabalho é preciso pensar na qualidade das relações, da comunicação e da liderança”, afirmou.Segundo ela, a ausência de diálogo pode favorecer fatores de risco psicossocial, como isolamento, sensação de invisibilidade, insegurança sobre o próprio desempenho e acúmulo de insatisfações. Em contrapartida, o feedback fortalece a confiança, o respeito mútuo, a cooperação, a segurança psicológica e o senso de justiça. Ao final da oficina, a gerente deixou uma reflexão aos participantes: “Que tipo de ambiente estamos ajudando a construir quando escolhemos dar ou deixar de dar feedback?”Comunicação Não-Violenta – Como complemento à temática do feedback, a oficina abordou a Comunicação Não-Violenta (CNV), metodologia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg. O gerente Juan Correa Rodrigues Vieira explicou que a proposta busca ampliar a qualidade das relações por meio da empatia, da escuta ativa e da compreensão das necessidades humanas presentes em cada interação.“Mais do que seguir uma fórmula, a proposta da Comunicação Não-Violenta é promover uma mudança na qualidade das relações”, destacou. Segundo ele, a metodologia é baseada em quatro etapas: observação dos fatos sem julgamentos, identificação dos sentimentos, reconhecimento das necessidades envolvidas e formulação de pedidos claros e possíveis. Para o facilitador, a adoção desses princípios fortalece vínculos de confiança, reduz conflitos e favorece a construção coletiva de soluções.Ao relacionar a CNV ao exercício da liderança, Juan Vieira ressaltou que gestores são constantemente chamados a mediar conflitos e promover diálogos difíceis. “A questão não é ignorarmos os conflitos, mas termos líderes e gestores que adotem posturas assertivas e construtivas de mediadores”, afirmou. Para ele, o feedback deve ser compreendido como uma troca e não apenas como a transmissão de uma mensagem, exigindo abertura para ouvir, acolher diferentes perspectivas e refletir sobre a própria atuação.A jornada continua – No encerramento da primeira edição do Projeto Âmbar, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert enfatizou que as reflexões promovidas ao longo do ciclo não devem terminar com o fim das oficinas, mas servir de inspiração permanente para o exercício da liderança. Segundo ela, tão importante quanto dominar técnicas de gestão e comunicação é desenvolver autoconhecimento, inteligência emocional e capacidade de reconhecer limites e fragilidades. “Nós precisamos, para além de conhecer e dominar todas as técnicas, dominar a nós mesmos”, afirmou.Ao agradecer aos participantes e organizadores, a subprocuradora-geral reforçou que o legado do Projeto Âmbar está no fortalecimento de uma cultura institucional baseada no cuidado, na qualidade de vida e no desenvolvimento humano. Para ela, o desafio lançado aos líderes permanece atual e exige reflexão constante sobre o impacto das próprias atitudes nas equipes e nos ambientes de trabalho construídos diariamente dentro da instituição.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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