PROCESSO EXTINTO

Caso Isabele: STJ não julga recurso e extinção de processo contra adolescente que a matou é mantido

A defesa de B.O.C. já havia recorrido contra decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT)

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a extinção do processo de execução da medida socioeducativa de B.O.C., condenada pelo ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso contra a adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14, em 2020 no condomínio Alphaville, em Cuiabá. O recurso de habeas corpus em favor da garota, pedindo a progressão da medida socioeducativa, só foi a julgamento este mês, ou seja, já após a extinção.

A defesa de B.O.C. já havia recorrido contra decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que manteve indeferido o pedido de progressão da medida socioeducativa de internação, mantendo o prazo de avaliação semestral fixado na sentença que a condenou. O habeas corpus foi ajuizado no STJ em 2021.

“A paciente não ostenta qualquer antecedente criminal, não praticou qualquer falta no decorrer do cumprimento antecipado da medida socioeducativa – ao contrário, o Laudo Psicossocial chega a ser exaustivo em relação aos apontamentos positivos em relação a sua conduta –, vem recebendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico custeado por seus genitores já que a Unidade de Internação não os fornece, inexistindo, via de consequência, razões concretas para se indeferir a sua progressão”, argumentou.

Em julho deste ano, porém, a juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, da 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, extinguiu o processo de execução de medida socioeducativa de B.O.C., por considerar o relatório psicossocial que aponta que as metas do Plano Individual de Atendimento (PIA) já foram alcançadas.

Ao analisar o recurso, o ministro Antonio Saldanha Palheiro, do STJ, então pontuou que já existe decisão posterior ao habeas corpus, que impõe medida mais branda.

“Há impetração posterior noticiando a desclassificação do ato infracional com imposição de medida socioeducativa mais branda, razão pela qual fica esvaziado o objeto desta impetração”, disse.

Na época do crime, B.O.C. era menor de idade. Em setembro deste ano ela completou a maioridade.

 

 

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Max confirma disputa pela presidência da Assembleia e adia articulações

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), confirmou que pretende disputar novamente a presidência da Casa na próxima legislatura. Reeleito para o quarto mandato consecutivo e com 86.934 votos, o deputado foi o mais votado entre os candidatos à Assembleia nas eleições deste ano.

Apesar de já admitir publicamente a intenção de permanecer no comando do Legislativo, Max afirmou que não pretende iniciar, neste momento, as articulações em busca de apoio dos demais parlamentares. Segundo ele, as conversas sobre a composição da Mesa Diretora devem começar somente após o segundo turno.

“Sei que serei candidato, isso posso adiantar”, afirmou o deputado, ao explicar que prefere aproveitar o resultado eleitoral antes de tratar da sucessão na Assembleia.

Um dos principais argumentos apresentados por Max para sustentar a candidatura é o desempenho do Podemos nas urnas. A legenda elegeu seis deputados estaduais e terá a maior bancada da Assembleia a partir de 2027, cenário que, na avaliação do parlamentar, fortalece o projeto de continuidade no comando da Casa.

Max também relacionou sua votação expressiva ao trabalho realizado durante os últimos quatro anos à frente do Legislativo. Ele afirmou que pretende primeiro comemorar a reeleição e participar das articulações políticas relacionadas ao segundo turno antes de concentrar esforços na eleição da Mesa.

A atual gestão de Max na presidência da Assembleia termina no início de 2027. A nova composição do Legislativo deverá definir a Mesa Diretora para a próxima legislatura, e as negociações devem ganhar força a partir de novembro, conforme antecipado pelo próprio deputado.



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