VIRÁ PARA CUIABÁ

CASO ADVOGADO EXECUTADO: PISTOLEIRO VEIO A CUIABÁ ‘EXCLUSIVAMENTE’ PARA ASSASSINAR JURISTA

O suspeito foi interrogado nesta quinta e, apesar de ter confessado o crime, não revelou a motivação e nem o valor recebido pelo “serviço”.

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Atualizada às 16h40 – O assassino confesso Antônio Gomes da Silva, do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, já passou por audiência de custódia no início da tarde desta quinta-feira (21) em Minas Gerais. O juízo da comarca mineira manteve a determinação do recambiamento do acusado para prisão de Mato Grosso. O preso deve ser transferido em aeronave, nas próximas horas.

Conforme a decisão da juíza Maria Beatriz Fonseca Da Costa Biasutti Silva, plantonista da Microrregião XXVI, por não haver outros processos do acusado na Justiça mineira ele deve ser transferido para o local onde é investigado.

Dentre as informações prestadas ao juízo, o homem disse que é pedreiro, estudou até a quarta série do ensino fundamental, reside em Santa Luzia (MG) desde 2022 e nunca morou em Cuiabá. Ou seja, ele veio para a Capital mato-grossense somente para executar o jurista.

Silva confessou ter matado o advogado Roberto Zampieri a tiros, no dia 5 de dezembro. Após o crime, ele fugiu para Minas Gerais, onde foi preso na quarta-feira (20).

Com a decisão judicial, a Polícia Civil e Judiciário de Mato Grosso prepara a documentação para definir em qual unidade prisional ele ficará preso e o translado de Minas para o estado.

O suspeito foi interrogado nesta quinta e, apesar de ter confessado o crime, não revelou a motivação e nem o valor recebido pelo “serviço”.

“A necessidade ou não de manutenção da custódia não tem como ser avaliada pela Justiça da Comarca de Santa Luzia, pois não se tem acesso ao procedimento que ensejou a decretação da temporária. Por outro lado, sendo noticiado que já existe uma aeronave de prontidão para realizar o transporte do custodiado, que, de acordo com CAC e FAC acostadas ao feito, não responde a processo nem cumpre pena em Santa Luzia, AUTORIZO O RECAMBIAMENTO do nacional para Cuiabá/MT”, diz trecho da decisão.

Além de Antônio, também foi presa Maria Angélica Caixeta Contijo, na cidade de Patos de Minas.

O caso
Passava das 19h50 quando o advogado deixava o escritório Zampieri e Campos Advogados Cuiabá, na rua Topázio, no Bosque da Saúde, quando o crime aconteceu.
Roberto já estava dentro do veículo, um Fiat Toro branco, quando foi surpreendido pelo assassino, que chegou próximo da porta do carona e disparou os tiros e depois fugiu.
Funcionários do escritório estavam no local, ouviram os disparos e já o encontraram ferido. Os tiros foram ouvidos por moradores das ruas próximas e a polícia logo chegou – o crime aconteceu perto da base da PM.
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a equipe médica confirmou a morte no local.

 

 

 

 

 

 

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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