DIAMANTINO-MT
Bombeiros controlam incêndio em frigorífico
Chamas atingiram setor de armazenamento e almoxarifado da empresa
Polícia
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou, na madrugada deste domingo (11.06), um incêndio de grandes proporções na empresa JBS, em Diamantino (a 183 quilômetros de Cuiabá). Equipes de quatro unidades do CBMMT trabalharam na ocorrência.
Conforme informações do Corpo de Bombeiros, o incêndio iniciou na noite de sábado (10), no setor de armazenamento de paletes de madeira, caixotes e almoxarifado da empresa. Devido à grande quantidade de material combustível, o fogo se alastrou rapidamente pela estrutura.
Os bombeiros adotaram a tática de iniciar o resfriamento do setor de armazenamento de cavacos e dos tanques de Amônia (produto químico altamente perigoso), considerando que caso ocorresse o vazamento, o produto poderia se alastrar através do vento.
Por volta de 06h30 deste domingo (11) as chamas foram controladas, sendo dado início ao trabalho de rescaldo, entretanto, este foi realizado conforme o risco envolvido permitia, devido à estrutura estar danificada e com possibilidades de ruptura. Apesar dos danos materiais, não houve vítimas.
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O acionamento para atender a ocorrência ocorreu por meio da 5ª Companhia Independente Bombeiro Militar, unidade do CBMMT em Nova Mutum.
No decorrer do atendimento da ocorrência, equipes das unidades de Lucas do Rio Verde (13ª CIBM), Tangará da Serra (3ª CIBM) e Cuiabá (1º BBM) chegaram ao local com caminhões de combate a incêndio para prestar apoio. Ao todo, foram utilizadas três viaturas de combate a incêndio, caminhonetes e 17 militares pertencentes aos quatro quartéis do CBMMT.

CBMMT
SECOM/MT
Polícia
Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT
Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.
“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.
O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.
A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.
Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.
“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.
O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.
“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
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