PERDA TOTAL

Bombeiros apontam que Shopping Popular não tinha sistema de combate a incêndio como sprinkler e detector de fumaça

O Comandante-geral dos Bombeiros explicou que o estabelecimento não tinha sprinkler nem detectores de fumaça

Publicado em

Polícia

Reprodução Olhar Direto

Atualizada às 10h55 – Nos desdobramentos da tragédia que foi o incêndio que destruiu totalmente as instalações do Shopping Popular, na madrugada de ontem segunda-feira (15), o Comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Bezerra, explicou que o Shopping Popular não tinha nenhum sistema de combate a incêndios como sprinklers e detectores de fumaça. Mais de 600 lojas foram totalmente destruídas na tragédia que queimou tudo.

Calcula-se que o incêndio teve início no começo da madrugada e destruiu mais de 600 lojas. Devido aos tipos variados de materiais contidos no Shopping, as chamas se propagaram rapidamente.
O Shopping Popular possui alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico vigente mas não tinha contratado nenhum seguro contra incêndio. Segundo o comércio, as seguradoras alegavam que teriam um custo elevado devido à elevada quantidade de lojistas.
O comandante-geral explicou que o estabelecimento não tinha sprinkler nem detectores de fumaça.
“A legislação para a emissão do alvará de prevenção contra incêndio e pânico não exigia deles essa estrutura. A legislação é dada para uma carga de incêndio na hora que você vistoria. Eles obedeciam a legislação e o trabalho foi feito para conter infelizmente um incêndio que avançou rápido demais”, disse o comandante.
A hipótese é de que o incêndio tenha iniciado em decorrência de uma falha no sistema elétrico. Entretanto, a confirmação será realizada somente após a perícia técnica.

 

 

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