VÁRZEA GRANDE

Atuação da Guarda Municipal resulta em redução das ocorrências criminais e acidentes

Secretário de Defesa Social e comandante da GM avaliam que atuação do tripé engenharia de trânsito, educação e fiscalização motivaram melhoria dos indicadores

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Polícia

A Guarda Municipal de Várzea Grande teve um aumento de 150,98% no número de notificações de trânsito nos últimos dois anos. Foram 26.654 notificações em 2021 e 66.985 no ano passado. Em contrapartida, houve redução no número de acidentes de trânsito em solo várzea-grandense. Enquanto em 2021 ocorreram 1.032 acidentes, em 2022 foram registrados 950 casos.

O secretário municipal de Defesa Social, Alessandro Ferreira, avalia que o resultado positivo se deve ao esforço da Prefeitura em atuar nos três pilares da segurança no trânsito, que são engenharia, educação e fiscalização. “A educação e a fiscalização são feitas pela Guarda Municipal, por meio dos projetos que funcionam nas escolas e isso se reflete nos pais. Estamos fiscalizando e as autuações têm correlação direta com a redução dos acidentes de trânsito. Já a engenharia de trânsito é um trabalho feito pela Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, que está melhorando o trânsito em Várzea Grande. Nós acreditamos que isso tem surtido resultado e vamos continuar trabalhando em 2023”, comenta.

O comandante da GMVG, Alisson Baracat Salgado, enalteceu o empenho de toda a corporação. “Os resultados positivos no trânsito de nossa cidade estão ligados diretamente aos esforços de nossos agentes, principalmente na parte de fiscalização. Atualmente, nosso principal trabalho é a operação Lei Seca, que tira das ruas os motoristas que fazem uso de álcool e direção. Além de evitar o acidente com o condutor embriagado, a operação também evita danos e mortes a terceiros”, afirma.

Além da atuação no trânsito, o trabalho da Guarda Municipal também tem impactado positivamente na sensação de segurança no município. Isso porque o registro de ocorrências caiu pela metade entre 2021 e 2022. De 220 baixou para 110 atendimentos de combate à criminalidade.

Para Alessandro Ferreira, os números positivos têm relação direta com a valorização dos servidores públicos promovida na gestão Kalil Baracat. “Houve aumento do investimento, através do abono que é pago aos guardas municipais sempre que participam de plantões em operações como Sossego Público, Lei Seca e outras. O prefeito autorizou o pagamento desse abono, que ajuda a implementar o operacional e garante condições de atender melhor à sociedade. Além disso, os enquadramentos estão em dia, neste ano de 2023 será feita a reestruturação da Guarda Municipal de Várzea Grande e novas fardas adaptadas ao clima quente da cidade estão em fase de aquisição”, informa o gestor.

Conforme relatório da Secretaria Municipal de Defesa Social, à qual a GMVG é vinculada, a corporação também está mais preparada. Em 2022, a Coordenação de Ensino da GMVG promoveu 12 qualificações.  Todos os 135 guardas municipais participaram do curso de formação em armamento e tiro, autorizado pela Polícia Federal.

Além disso, outras 290 vagas foram preenchidas por eles em cursos como Legislação aplicada no atendimento às vítimas de crimes de homofobia e transfobia, Comunicação da GM com a sociedade e imprensa, Decibelímetro, Libras básico, atendimento pré-hospitalar (APH), talonário eletrônico, piloto de drone, Segurança nas Eleições, adestramento de cães – “Cães de Guerra”. Quase 20 guardas municipais também participaram do Simpósio de Capacitação de Produtos Controlados e do Seminário Internacional de Polícia Comunitária – Sistema KOBAN.

FOTO: SECOM VG

Projetos sociais

Além do trabalho diário na segurança pública, a Guarda Municipal é reconhecida pela atuação no âmbito social. No ano passado, o projeto Paz e Segurança na Comunidade Escolar atingiu cerca de 3,5 mil pessoas por meio de palestras que trataram dos mais diversos temas ligados ao público adolescente, como bullying, drogas, educação no trânsito, gravidez na adolescência. Devido à seriedade com que é feito, o trabalho expandiu- se e chegou até mesmo a escolas e empresas de Cuiabá, onde foram realizadas palestras sobre combate ao suicídio, em alusão ao Setembro Amarelo.

FOTO: SECOM VG

Outra importante ação social da Guarda Municipal na área da Educação é o “Arte de Proteger”, voltado para o público infantil. O projeto consiste em campanhas de conscientização feitas por meio de teatro de fantoche nas escolas municipais de Várzea Grande. Os temas mais abordados são educação no trânsito e combate ao abuso sexual contra crianças, tudo abordado em uma linguagem própria à faixa etária do público-alvo. No último ano, foram realizadas mais de 60 visitas às unidades educacionais.

O comandante da GMVG, Alisson Baracat Salgado, destaca a importância da parceria entre Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer para promover a conscientização de crianças e adolescentes. “Atuamos muito nas escolas com a educação para o trânsito, que contemplou todas as escolas de nosso município. Com esse trabalho de fiscalização, prevenção e educação continuadamente, só teremos a melhorar ainda mais esses índices”, avalia.

FOTO: SECOM VG

A GMVG também promove o Pedal da Guarda, todas as noites de quinta-feira, partindo da Praça Sarita Baracat com destino a algum ponto da cidade. Em 2021, foram realizados 28 passeios ciclísticos, o que subiu para 44 no ano passado, com aumento também do público, de 11 mil para mais de 16 mil participantes, somando todos os eventos. O projeto promove qualidade de vida às pessoas que buscam alguma prática esportiva, além de interação social e turismo urbano.

A Guarda Municipal também abriga o projeto Judô da Guarda, que beneficia a mais de 40 alunos que participam das aulas gratuitas de judô, às terças e quintas-feiras, na base da GMVG.

FOTO: SECOM VG

Fonte: SECOM/VG

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Projeto Âmbar fortalece cultura do feedback no MPMT

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Como a liderança pode contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis? A pergunta conduziu a quarta e última oficina do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar, realizada na sexta-feira (4) pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Voltada a gestores e lideranças da instituição, a capacitação promoveu reflexões sobre o papel do feedback e da Comunicação Não-Violenta (CNV) na prevenção de riscos psicossociais, no fortalecimento das relações profissionais e na construção de uma cultura organizacional mais humana, colaborativa e saudável.A oficina “Feedback como ferramenta de cuidado e direção” foi conduzida pela gerente de Desenvolvimento, Josyane Lima de Cerqueira, e pelo gerente de Aposentados e Pensionistas, Juan Correa Rodrigues Vieira, com participação da subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, e da chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), Ozivânia França de Oliveira Luzzato. Além das exposições teóricas, os participantes foram divididos em três grupos e realizaram atividades práticas simulando situações de feedback e aplicando conceitos trabalhados ao longo da capacitação.Na abertura, a psicóloga do Programa Vida Plena, Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, ressaltou que o ciclo de oficinas foi concebido como um espaço de reflexão sobre as relações de trabalho, as práticas de liderança e os fatores que impactam a saúde mental. Segundo ela, o Projeto Âmbar percorreu diferentes dimensões do cuidado, desde a organização do trabalho até o autocuidado, culminando na discussão sobre o feedback como instrumento de desenvolvimento. “Quando falamos em saúde mental, estamos falando também da qualidade das relações, da maneira como os conflitos são conduzidos e das condições que produzimos coletivamente para que as pessoas possam trabalhar com respeito, segurança e dignidade”, afirmou.Ao adentrar no tema, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert destacou que o feedback é uma das ferramentas mais sensíveis da liderança e deve ser compreendido como instrumento de cuidado, desenvolvimento e fortalecimento das relações profissionais. Para ela, o grande desafio das lideranças é ampliar o olhar para além das demandas e processos, colocando as pessoas no centro das decisões. “Existem técnicas para uma boa gestão e para um bom feedback, mas nenhuma técnica supera o nosso desenvolvimento humano”, afirmou. A subprocuradora-geral também reforçou a importância da empatia, da escuta qualificada e da comunicação respeitosa para a construção de ambientes saudáveis e a prevenção do adoecimento.Ainda durante sua participação, Anne Karine Wiegert chamou atenção para a necessidade de autoconhecimento por parte dos gestores e para a coragem de enfrentar conversas difíceis. Segundo ela, liderar exige capacidade de lidar com conflitos, acolher diferentes perspectivas e tomar decisões nem sempre populares. “Nós não mudamos o outro. Nós mudamos a forma como lidamos com o outro”, enfatizou. Para a gestora, o medo da reação do liderado costuma ser um dos principais obstáculos para a realização de feedbacks, podendo gerar ansiedade, desgaste emocional e adiamento de questões que precisam ser enfrentadas.Ao apresentar a atuação do Departamento de Gestão de Pessoas, Ozivânia França de Oliveira Luzzato reforçou que cuidar das pessoas é a essência da missão do setor e um dos pilares da estratégia institucional. Responsável pelo acompanhamento funcional de mais de 2,4 mil integrantes da instituição, o DGP atua desde o ingresso até a aposentadoria dos membros e servidores. “Regulamentos são importantes, sistemas são importantes, processos são importantes, mas o mais importante são as pessoas”, afirmou. Segundo ela, são as pessoas que concretizam a missão constitucional do Ministério Público, razão pela qual investir em saúde, desenvolvimento e qualidade das relações significa fortalecer a própria atuação institucional.Feedback – Durante a capacitação, Josyane Lima de Cerqueira explicou os conceitos fundamentais do feedback, sua origem histórica e sua aplicação na gestão de pessoas. O termo surgiu na área da engenharia e dos sistemas de controle antes de ser incorporado ao ambiente organizacional. No contexto da liderança, explicou a gerente, o feedback deve ser entendido como um processo intencional voltado ao alinhamento de expectativas, ao reconhecimento e ao desenvolvimento das equipes. “Feedback não é qualquer diálogo. É um diálogo que tem objetivo, tem intenção e não parte do acaso; ele se sustenta em evidências”, ressaltou.A facilitadora apresentou os três principais tipos de feedback: reconhecimento, orientação e desenvolvimento. Também destacou que o processo é didático e dinâmico, exigindo observação, escuta, planejamento e disposição para o diálogo. Entre as etapas de preparação, citou a definição clara dos objetivos da conversa, o levantamento de evidências, a escolha do momento adequado, a antecipação de possíveis reações, o planejamento de perguntas e a reflexão sobre o próprio papel da liderança.Outro ponto abordado foi o desconforto frequentemente associado ao feedback. A partir de reflexões propostas aos participantes, a oficina discutiu se é mais difícil dar ou receber feedback, além de questões como medo de gerar desconforto, falta de preparo, receio de reações emocionais e ausência de uma cultura consolidada de diálogo. Ao defender a prática contínua do feedback, Josyane Cerqueira alertou: “Se a conversa provocou constrangimento, humilhação, exposição ou repressão, isso não é feedback”.A gerente também destacou que as ferramentas de gestão são importantes porque oferecem evidências objetivas para as conversas, evitando julgamentos ou percepções subjetivas. Além disso, explicou que o feedback contribui diretamente para a saúde nos ambientes de trabalho ao reduzir incertezas, alinhar expectativas e fortalecer o sentimento de pertencimento, especialmente em equipes híbridas. “Para se ter saúde no trabalho é preciso pensar na qualidade das relações, da comunicação e da liderança”, afirmou.Segundo ela, a ausência de diálogo pode favorecer fatores de risco psicossocial, como isolamento, sensação de invisibilidade, insegurança sobre o próprio desempenho e acúmulo de insatisfações. Em contrapartida, o feedback fortalece a confiança, o respeito mútuo, a cooperação, a segurança psicológica e o senso de justiça. Ao final da oficina, a gerente deixou uma reflexão aos participantes: “Que tipo de ambiente estamos ajudando a construir quando escolhemos dar ou deixar de dar feedback?”Comunicação Não-Violenta – Como complemento à temática do feedback, a oficina abordou a Comunicação Não-Violenta (CNV), metodologia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg. O gerente Juan Correa Rodrigues Vieira explicou que a proposta busca ampliar a qualidade das relações por meio da empatia, da escuta ativa e da compreensão das necessidades humanas presentes em cada interação.“Mais do que seguir uma fórmula, a proposta da Comunicação Não-Violenta é promover uma mudança na qualidade das relações”, destacou. Segundo ele, a metodologia é baseada em quatro etapas: observação dos fatos sem julgamentos, identificação dos sentimentos, reconhecimento das necessidades envolvidas e formulação de pedidos claros e possíveis. Para o facilitador, a adoção desses princípios fortalece vínculos de confiança, reduz conflitos e favorece a construção coletiva de soluções.Ao relacionar a CNV ao exercício da liderança, Juan Vieira ressaltou que gestores são constantemente chamados a mediar conflitos e promover diálogos difíceis. “A questão não é ignorarmos os conflitos, mas termos líderes e gestores que adotem posturas assertivas e construtivas de mediadores”, afirmou. Para ele, o feedback deve ser compreendido como uma troca e não apenas como a transmissão de uma mensagem, exigindo abertura para ouvir, acolher diferentes perspectivas e refletir sobre a própria atuação.A jornada continua – No encerramento da primeira edição do Projeto Âmbar, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert enfatizou que as reflexões promovidas ao longo do ciclo não devem terminar com o fim das oficinas, mas servir de inspiração permanente para o exercício da liderança. Segundo ela, tão importante quanto dominar técnicas de gestão e comunicação é desenvolver autoconhecimento, inteligência emocional e capacidade de reconhecer limites e fragilidades. “Nós precisamos, para além de conhecer e dominar todas as técnicas, dominar a nós mesmos”, afirmou.Ao agradecer aos participantes e organizadores, a subprocuradora-geral reforçou que o legado do Projeto Âmbar está no fortalecimento de uma cultura institucional baseada no cuidado, na qualidade de vida e no desenvolvimento humano. Para ela, o desafio lançado aos líderes permanece atual e exige reflexão constante sobre o impacto das próprias atitudes nas equipes e nos ambientes de trabalho construídos diariamente dentro da instituição.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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