PILOTO TAMBÉM MORREU

Acidente aéreo na Bom Futuro: 2º trabalhador morto durante explosão de avião já foi identificado

Segundo trabalhador morto acidente aéreo Bom Futuro foi identificado

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Polícia

Gazeta Digital

ATUALIZADA às 09h24 – Quanto ao acidente aéreo envolvendo o avião King Air C-90 que fazia procedimentos de aterrisagem ontem, quarta-feira (4), no hangar do aeródromo da Empresa do Agronegócio Bom Futuro em Cuiabá, a partir das 16h40, a Polícia Civil já fez a identificação da segunda vítima fatal, trata-se do trabalhador da construção civil, Juan José Jaramillo, morto durante a explosão do avião. Além dele, o piloto da aeronave também morreu no momento da explosão.

Conforme informações apuradas, Juan estava trabalhando na obra de ampliação do local quando foi atingido pelo avião, que logo após a colisão com a estrutura da obra, explodiu. Juan também morreu carbonizado.

A Polícia Civil divulgou nota encaminhada no final da tarde de quarta, informando que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local atendendo a ocorrência e que os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).

No sistema de monitoramento de segurança do local, é possível ver o momento em que a aeronave já voando baixo, nas manobras para aterrisagem e já aparece inclinada. Sendo que em seguida, uma das asas bate no chão, o piloto perde o controle e atinge a área da obra, explodindo em chamas.

Além de Juan, morreu ainda o piloto Fernando Kawahata Barreto, 42. Conseguiram sair da aeronave o produtor rural Adelar Mateus Jacobowski, 55, e o irmão, identificado como V.R.J., 52. Os dois foram socorridos e encaminhados para uma unidade de saúde com escoriações.

Conforme informações divulgadas, as outras duas vítimas que sobreviveram foram identificadas como sendo Valdir Roque Jacobowski, de 52 anos, e o produtor rural de Campo Novo dos Parecis, Adelar Matheus Jacobowski, de 55.

O avião

A aeronave avião King Air C-90 era de 2008 e sua categoria de registro era de serviço aéreo privado. No entanto, seu status de operação atual era que não podia ser usada para Táxi Aéreo.

O acidente

“Só ouvi o barulho atrás de mim, meu Deus do céu. Decolou e caiu. Dois senhores saíram do avião, conseguiram”, disse uma testemunha do acidente.

Conforme algumas testemunhas presentes no momento exato do acidente, no momento da aterrisagem, a aeronave colidiu contra um edifício em construção dentro do aeroporto.

A empresa Bom Futuro divulgou nota, lamentando o acidente. A empresa presta serviços de hangaragem e informou que o avião envolvido no acidente não é de sua propriedade. “As informações detalhadas sobre a ocorrência serão prestadas pelas autoridades responsáveis”.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também emitiu nota afirmando que irá abrir um inquérito para investigar a causa do acidente.

Leia a nota na íntegra:

A Bom Futuro lamenta o acidente ocorrido na tarde desta quarta (04.10) na pista do aeródromo em Cuiabá. A empresa presta serviços de hangaragem e o avião envolvido não é de sua propriedade. As informações detalhadas sobre a ocorrência serão prestadas pelas autoridades responsáveis.

 

 

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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