Representatividade
Virgínia Mendes lidera Grande Ato de Filiação Feminina Histórica no União Brasil
Primeira-dama de MT, Virginia Mendes conquistou a filiação de 3.850 novas lideranças femininas em uma única noite
Opinião
Primeira-dama de MT, Virginia Mendes conquistou a filiação de 3.850 novas lideranças femininas em uma única noite
Durante ato filiações de lideranças femininas na noite de segunda-feira (30), realizado no Hotel Fazenda, em Cuiabá, o partido União Brasil de Mato Grosso bateu recorde de novas lideranças. A conquista é atribuída à articulação da primeira-dama do estado, Viginia Mendes, presidente de honra do partido. Foram 3.850 mulheres filiadas em um só dia.
O encontro teve o apoio da deputada federal Gisela Simona, em parceria com lideranças políticas e voluntários. Um ato diferenciado e humanizado com a participação ecumênica da missionária Adriana e do padre Danilo Guedes.
O governador Mauro Mendes prestigiou o evento que também contou com a presença do filho do casal Luis Mendes, representando as irmãs Ana Mendes e a caçulinha Maria Luiza, acompanhado da namorada Maria Eduarda Fornari, dos senadores Mauro Carvalho e Jaime Campos acompanhado da ex-prefeita Lucimar Campos, dos deputados estaduais Beto Dois a Um e Júlio Campos, do chefe da Casa Civil Fábio Garcia juntamente com a esposa Marcella Marchett, da empresária Idê Guimarães, dos prefeitos, primeiras-damas municipais e vereadores de diferentes regiões do Estado.
Virginia Mendes muito emocionada, agradeceu a confiança de todas as pessoas que acreditaram no primeiro grande projeto de filiação organizado por ela, com mais de 3.850 filiações de mulheres. “Agradecer imensamente todos vocês, eu não imaginei que teria tanta gente aqui, estou feliz por cada pessoa que se dedicou a vir e aceitaram nosso convite para se filiar, eu costumo dizer que ninguém segura uma mulher segura. Nós mulheres somos fortes, acho que Deus deu para nós o dom de dar a vida porque somos capazes de fazer muitas coisas”.
Virginia contou sobre ser filha adotiva e da superação da depressão que teve. “Eu sou filha adotiva, e quando descobri fiquei um pouco revoltada, e hoje eu tenho uma filha adotiva e estou ensinando minha filha o que é uma adoção para ela entender que é uma coisa boa. Quando eu comecei a trabalhar com o social me curei de uma depressão que eu tinha, porque recebi o amor das pessoas. E hoje estou aqui com vocês e trabalhando no que eu mais gosto que é o social. Não faço nada sozinha, tenho o apoio do governador Mauro Mendes, da secretária Grasielle da Setasc e sua equipe, da minha equipe Unaf, graças a Deus estamos conseguindo transformar a vida de muitas pessoas, acredito que essa seja a nossa missão na política.
“Precisamos ocupar espaços e fortalecer esse movimento para que nossas vozes sejam ouvidas. Uma sociedade justa e igualitária se faz com mais participação feminina”, concluiu Virginia Mendes.
O governador Mauro Mendes destacou a noite como espetacular e falou sobre as dificuldades de saúde que a primeira-dama Virginia Mendes enfrentou nos últimos anos. “Que noite espetacular, que noite linda com presença de todos vocês, especialmente cumprimentar todas as mulheres. Quero agradecer de coração a minha esposa Virginia Mendes, ela se empenhou muito com todas as dificuldades de saúde que ela enfrentou nesses últimos anos, em um ano ela passou por três grandes cirurgias com a fé, com amor e com vontade de viver ela superou todas essas dificuldades. Muito obrigada por você ser a esposa que você é, a mãe que você é e a companheira que você é”.
Conforme o deputado estadual, Júlio campos foi uma surpresa ver a quantidade de pessoas reunidas”. Nossa querida primeira-dama de MT estou surpreso e muito feliz, este é o maior encontro de filiação partidária que já assisti durante 50 anos da minha vida pública”.
“Virginia você tem carregado uma cruz muito difícil e você tem a solidariedade de todas as mulheres que estão aqui hoje e de todas as mulheres mato-grossenses. Com certeza esse deve ter sido um dos maiores eventos do União Brasil”, ressaltou o senador Mauro Carvalho.
Para a deputada federal Gisela Simona o sucesso do encontro foi pelo prestígio da primeira-dama Virginia Mendes. “Quero agradecer pela realização desse evento que acontece pelo prestígio, pela força e o comprometimento da nossa primeira-dama Virginia Mendes com as mulheres desse estado de Mato Grosso. Cada uma de vocês. Vocês fazem parte do maior partido desse Estado que hoje tem a liderança do nosso governador Mauro Mendes”.
“É rara as vezes que vemos um evento desses, em plena segunda-feira uma “montanha” de gente, mulheres de todo Mato Grosso que vieram de livre e espontânea vontade a convite da nossa primeira-dama de MT. Nós temos uma proporção de homens e mulheres na política similar, mas bem da verdade ainda é pouca a participação da mulher. Na história contemporânea do nosso estado nunca houve um evento parecido como esse”, pontuou o senador Jaime Campos.
“Estou vendo aqui a mulher mato-grossense levantar a bandeira com o nome Virginia Mendes que se destaca no dia a dia na política do nosso Estado. Eu quero agradecer aqui a presença de todos que mostram o poder da mulher. Como diz a Bíblia, a mulher é virtuosa e ela sempre defende seu lar e a família”, destacou a ex-prefeita de Várzea Grande e presidente de Honra do UB Mulher MT, Lucimar Campos.
Segundo a prefeita Janailza de São Félix do Araguaia, o União Brasil é o partido certo. “Como é bom estar no lugar certo, o nosso partido tem um casal que faz a diferença para as famílias, o União Brasil é família, por isso, vale a pena ser filiado neste partido. Convidamos sim mais pessoas para fazer desse partido, porque com certeza ele fará a diferença nas próximas eleições”.
Representando as primeiras-damas municipais, Cristiane Padovani destacou a atuação do governador Mauro Mendes e a dedicação da primeira-dama Virginia Mendes. “Governador o senhor tem sido maravilhoso, o senhor tem sido o melhor desde que eu cheguei neste Estado. Hoje eu quero agradecer a sua mãe, porque não haveria nenhum homem político aqui se não fosse as mulheres. Gratidão Virginia, você tem sido maravilhosa dentro da ação social, a gente não tem o que falar, somente agradecer.
A primeira-dama citou ainda o amor que possui pelo trabalho social que realiza voluntariamente no governo de Mato Grosso, bem como sua trajetória, fé em Deus, defesa da adoção e luta contra o aborto.
“Jamais esquecerei este dia em que mulheres se uniram para fazer história. Agradeço de coração a todas as lideranças políticas, prefeitas, primeiras-damas municipais e todas as caravanas. Todos foram extremamente importantes para a realização deste lindo evento que marcou a história do partido União Brasil”.
Caravanas
Marcaram presença caravanas dos municípios de: Cuiabá, Rondonópolis, Ariapuanã, Nova Brasilândia, Ribeirão Cascalheira, São Félix do Araguaia, Nova Maringá, Arenápolis, Confresa, Guiratinga, Acorizal, Água Boa, Alto Garças, Alto Paraguai, Araguainha, Araputanga, Aripuanã, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Campinápolis, Canarana, Feliz Natal, Colíder, Jaciara, Juína, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nortelândia, Nova Guarita, Nova Marilândia, Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Porto do Gaúchos, Santo Antônio de Leverger, Santa Carmem, Alta Floresta, São José do Rio Claro, Barra do Garças, União do Sul, Várzea Grande, Querência, Marcelândia e Pontal do Araguaia
Opinião
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
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