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Semana Pedagógica da Seduc reúne mais de 2,5 mil educadores por dia e mobiliza toda a Rede Estadual de Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) deu início, na manhã desta segunda-feira (19.1), à Semana Pedagógica 2026, evento que antecede o início do ano letivo da Rede Estadual de Ensino, marcado para o dia 2 de fevereiro.

A programação segue até o dia 23 de janeiro, no Complexo Leila Maluf, em Cuiabá, e deve reunir cerca de 2.500 servidores por dia, entre professores, gestores, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas e psicossociais das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs).

Considerada estratégica pela Seduc, a Semana Pedagógica é um dos principais momentos de organização e alinhamento da educação pública estadual. O objetivo é definir diretrizes pedagógicas, administrativas e de gestão que irão nortear o trabalho das 628 escolas da rede ao longo de 2026, além de integrar novos servidores que passam a atuar neste ano.

A abertura foi marcada pela “Imersão em Rede”, voltada às equipes gestoras e psicossociais responsáveis pelo planejamento escolar. Entre os dias 20 e 22 de janeiro, os professores participam de oficinas rotativas com atividades práticas, focadas no aprimoramento das práticas pedagógicas em sala de aula e na recomposição das aprendizagens.

Representando o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta destacou que toda a experiência acumulada pela Seduc desde o início da atual gestão será empregada de forma intensa em 2026. Segundo ele, os avanços já alcançados refletem uma visão integrada da educação pública. “Hoje não há separação entre educação estadual e municipal. Temos educação pública em Mato Grosso, que começa no município, na pré-escola e nos anos iniciais, e segue até o ensino médio, na rede estadual”, afirmou.

Pivetta também ressaltou o fortalecimento do Regime de Colaboração com os municípios, que ampliou as condições para melhorar a educação na base. “O caminho da transformação é esse. Vamos melhorar a vida das pessoas com uma educação de qualidade, feita todos os dias por vocês, com muito amor”, declarou.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, reforçou os avanços obtidos nos últimos anos e o compromisso do Governo do Estado com a educação. “Foram mudanças e enfrentamentos corajosos que colocaram a nossa educação pública entre as 10 melhores do Brasil. A prioridade absoluta de investimento do Estado é a educação”, disse, citando a entrega de 47 novas escolas e outras quase 100 em construção.

Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Maria Erotides Kneip destacou o simbolismo da organização do evento, com os participantes sentados em mesas redondas. “Isso representa unidade de propósitos. Vejo uma educação pública unida e empenhada em trabalhar cada vez melhor”, afirmou. Ela também celebrou a aproximação entre Educação e Justiça, ressaltando a importância do diálogo institucional.

Em sua fala de boas-vindas, o secretário de Educação, Alan Porto, apresentou uma série de avanços previstos para 2026. Entre eles, a criação do Centro Estadual de Educação Inclusiva, com atendimento integral e multidisciplinar para estudantes da educação especial e suas famílias. Também foi anunciada a ampliação do programa de Acompanhamento Personalizado (APA), que passa de 112 para 200 escolas, com foco na recomposição das aprendizagens.

Outras novidades incluem a implantação do Laboratório de Letramentos (LabLet) em 135 escolas, voltado a estudantes do 6º ao 9º ano que ainda precisam consolidar a alfabetização matemática e linguística, além do lançamento do EducaSEG MT, sistema integrado de proteção escolar que conecta escolas, DREs, Órgão Central e a Segurança Pública em tempo real.

No campo curricular, a Seduc seguirá com a implementação da BNCC da Computação e do enfrentamento à violência contra a mulher, além de novos materiais didáticos para Projeto de Vida, Educação Financeira, Protagonismo, Empreendedorismo e competências socioemocionais. Também está garantida a entrega de kits escolares completos e materiais específicos para o Pré-Enem.

Encerrando a abertura, Alan Porto destacou que a gestão da Seduc é baseada na escuta e no reconhecimento dos profissionais. A partir de 2026, todos os professores receberão uniforme profissional e kit do professor, além de terem acesso à alimentação escolar. “Tenham orgulho da escola e do trabalho de vocês. Vamos juntos fazer de 2026 o ano da virada definitiva da nossa educação”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT



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Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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