Mato Grosso
Projeto de sustentabilidade amplia resultados nas comarcas e reduz consumo de recursos no Judiciário
Mato Grosso
A redução do volume de impressões, a racionalização do parque de impressoras, a melhoria da gestão de resíduos sólidos e do consumo de água, além da devolução de veículos com baixa utilização, estão entre os resultados já alcançados pelo Projeto PLSComarcas. Desenvolvida pelo Núcleo de Sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso, a iniciativa busca fortalecer a cultura da sustentabilidade nas unidades judiciárias.
Neste mês de julho, as comarcas de Rosário Oeste (103 km de Cuiabá) e Cáceres (220 km da Capital) receberam capacitações presenciais destinadas a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e colaboradores(as). Os encontros orientaram as equipes sobre práticas sustentáveis e demonstraram como ações cotidianas contribuem para o uso eficiente dos recursos públicos e para a melhoria dos indicadores institucionais.
Capacitação das equipes
Os treinamentos foram conduzidos pela gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen. Em Rosário Oeste, ela contou com o apoio da assessora de sustentabilidade Elaine Pincerato Alonso. Em Cáceres, a capacitação foi realizada com o assessor Carlos Kreutz. Participaram 20 pessoas em Rosário Oeste e 75 em Cáceres, entre servidores e colaboradores terceirizados.
Segundo Jaqueline Schoffen, o envolvimento das equipes demonstra o compromisso das unidades com a sustentabilidade. “A interação durante os encontros tem sido muito positiva, com ampla participação dos servidores, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas. Esse envolvimento demonstra que o conhecimento é um importante instrumento de mudança de comportamento.”
Avaliação das comarcas
A gestora-geral da Comarca de Rosário Oeste, Ceila Conceição Martins, destacou que a capacitação contribuiu para conscientizar os servidores sobre a importância da separação correta dos resíduos e do desligamento dos equipamentos eletrônicos quando não estiverem em uso.
O gestor judiciário da Vara Única de Rosário Oeste, Rodrigo da Cruz Azevedo, afirmou que o treinamento reforçou que pequenas mudanças de comportamento podem gerar impactos significativos na redução de custos, na preservação ambiental e na melhoria da prestação dos serviços públicos.
Na Comarca de Cáceres, a gestora-geral Odanil Jara Gomes Corbelino avaliou que a capacitação fortaleceu a adoção de práticas sustentáveis no cotidiano e o compromisso com a preservação ambiental.
A oficiala de justiça Sandra Maria Silva de Lima ressaltou que o treinamento amplia o conhecimento sobre a política de resíduos sólidos e o uso adequado dos equipamentos, fortalecendo a responsabilidade socioambiental dos servidores e contribuindo para a redução dos impactos ambientais.
Expansão do projeto
Criado em 2025, o PLSComarcas apoia as unidades na implementação do Plano de Logística Sustentável (PLS) por meio de diagnóstico, elaboração de plano de ação, capacitação e monitoramento dos resultados.
Atualmente, cerca de 31% das comarcas já concluíram todas as etapas do projeto e estão em fase de monitoramento, enquanto outras 24% seguem em implementação. De acordo com Jaqueline Schoffen, a iniciativa será expandida nos próximos meses para os polos de Alta Floresta, Juína, Rondonópolis, São Félix do Araguaia e Sinop.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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