Mato Grosso
Integrantes do MPMT recebem Medalha de Mérito Comunitário Robert Peel
Mato Grosso
Sete membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foram agraciados, no último sábado (7), com a Medalha de Mérito Comunitário Robert Peel, concedida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). A solenidade ocorreu no auditório do Comando-Geral da Polícia Militar, em Cuiabá, reunindo 250 homenageados entre autoridades públicas e representantes da sociedade civil.Receberam a honraria a procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que discursou em nome dos homenageados, e os promotores de Justiça Bruno Barros Pereira, Caroline de Assis e Silva Holmes Lins, Cynthia Quaglio Gregorio Antunes, Mariana Batizoco Silva Alcântara, Michelle de Miranda Rezende Villela e Raphael Henrique de Sena Oliveira.A medalha destaca ações voltadas à prevenção da violência e à promoção da paz social em Mato Grosso, reconhecendo instituições e profissionais que atuam em parceria com a comunidade na construção de ambientes mais seguros.A solenidade também contou com a presença de autoridades da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Politec, Ministério Público e representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs). Inspiração – Considerado o pai do policiamento moderno, Sir Robert Peel defendeu princípios que até hoje orientam a segurança pública em diversos países. Entre eles, destaca-se a ideia de que “a polícia é o público e o público é a polícia”, ressaltando que a legitimidade e a eficácia das ações policiais dependem da confiança e da participação da comunidade.Inspirada nesse conceito, a Medalha de Mérito Comunitário Robert Peel é a maior honraria concedida pela segurança pública estadual a pessoas e instituições que colaboram, de forma efetiva, com a construção de comunidades mais seguras.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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