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“Futsal sem Drogas” é destaque dos Pontos de Esporte e Lazer; Secel investe mais de R$ 9,8 milhões

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Escolhida para representar simbolicamente as demais entidades esportivas no Fórum Estadual de Formação Esportiva de Mato Grosso, realizado pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em Cuiabá, a Organização da Sociedade Civil (OSC) “Futsal sem Drogas” é um caso de sucesso entre os contemplados pelo projeto “Pontos de Esporte e Lazer do Estado de Mato Grosso”, do Governo de Mato Grosso, que investe recursos em organizações responsáveis por ações de esporte e lazer nas comunidades periféricas.


Com projeto idealizado pelo gestor Vanderlei Benedito Souza, a OSC atende meninos e meninas em situação de vulnerabilidade social do grande Cristo Rei, em Várzea Grande. Há cinco anos é contemplada com recursos do edital dos Pontos de Esporte. Apenas no último ano, a iniciativa viabilizada pela Secel-MT destinou mais de R$ 3,3 milhões para 82 organizações. Cada uma recebeu o incentivo de R$ 40 mil. No total, mais de R$ 9,8 milhões já foram investidos ao longo de cinco anos. Os investimentos geraram casos de sucesso, como o do Futsal sem Drogas. No início, havia a dificuldade de tocar um projeto social sem recursos. “Não sabia como era difícil”, relata Vanderlei. As coisas começaram a mudar em 2016, quando a equipe de futsal masculino ganhou R$ 500 mil ao vencer uma competição em Rondonópolis. “Investi o dinheiro na legalização do projeto”, explica.

Em 2021, ele procurou a Secel/MT com um simples ofício. Foi informado de que precisava formalizar o projeto e obter conhecimento técnico. “Comecei a fazer cursos, estudar e surgiu o primeiro edital dos Pontos de Esporte e Lazer”, lembra. Na época, o projeto recebeu R$ 15 mil, junto com outras 25 instituições, num investimento total de R$ 375 mil. “Montamos uma equipe e contratamos professores”, relata. O projeto começou a atender crianças e adolescentes da Escola Estadual Salim Nadaf.

O resultado ultrapassou as expectativas. “Fomos campeões municipal, regionais e, em Lucas do Rio Verde, vencemos o Campeonato Estadual”, relata. A equipe rompeu um jejum de 25 anos sem títulos para escolas de Várzea Grande e teve o direito de representar Mato Grosso nos Jogos da Juventude em Aracajú (SE). Em 2023, o projeto conseguiu emplacar novamente como Ponto de Esporte e Lazer. Desta vez, a equipe de futsal feminino venceu o campeonato municipal, o regional em Cáceres, e sagrou-se campeã do Estado no município de Água Boa. “Uma equipe de futsal feminino de Várzea Grande não era campeã de Mato Grosso há 15 anos”, destaca, ao citar as conquistas.


Com os investimentos do Governo de Mato Grosso, o projeto passou a contemplar outras modalidades esportivas e ter uma visibilidade maior na comunidade. “Hoje temos oficinas também de futebol de campo, aula de reforço, lutas marciais e balé”. A média é de 120 alunos em todas as atividades. “Atualmente tenho um exército de ex-alunos. Temos uma parceria com o Mesa Brasil, do Sesc, e com a Central de Abastecimento de Mato Grosso (Ceasa), que nos permitiu entregar cinco toneladas de alimentos para famílias dos alunos do projeto em situação de vulnerabilidade social no último ano”. Há 15 anos, o projeto funciona na casa da mãe de Vanderlei. “Estamos procurando uma sede”, frisa.

Em 2025, as meninas do balé fizeram oito apresentações em aberturas de eventos. Os meninos do futsal representaram Mato Grosso em três edições da Taça Brasil. Em relação ao nome do projeto, o gestor explica que a proposta surgiu com o intuito de inibir, por meio do esporte, o aliciamento de menores de idade ao tráfico de drogas devido à vulnerabilidade social em que vivem participantes do projeto e a própria comunidade da região do Cristo Rei.

A ideia foi bem-sucedida. O balé já conta com 50 alunas, que preparam dois espetáculos para a abertura do Fórum Estadual de Formação Esportiva, no teatro do Zulmira Canavarros, anexo à Assembleia Legislativa, em Cuiabá, nesta quinta (26.02), das 8h às 16h30. O evento conta com a presença de nomes de peso do esporte brasileiro, como a campeã mundial Magic Paula (basquete), o medalhista olímpico Lars Grael (vela) e o campeão olímpico André Heller (vôlei masculino). A iniciativa, realizada em todos os estados brasileiros, visa proporcionar conhecimento e capacitar a comunidade esportiva mato-grossense, com foco em temas como gestão esportiva, governança, transparência e captação de recursos federais.

Financiado pela Lei 13.756/2018, que distribui recursos arrecadados pelas loterias federais, o CBC conta atualmente com 1.995 clubes integrados à rede nacional de formação esportiva, entre pequenos, médios e grandes. Em Mato Grosso, 59 clubes fazem parte dessa rede e recebem incentivos como suporte em treinamento, viabilização de logística, passagens aéreas, compra de materiais e equipamentos esportivos, entre outros benefícios. O ponto de esporte e lazer “Futsal sem Drogas” é filiado à rede. “Passei uma semana no Congresso Nacional do CBC, em Campinas, e adquiri muito conhecimento e capacidade de gestão. Vale a pena”, defende Vanderlei.

Leia Mais: Mato Grosso recebe fórum esportivo com Magic Paula, Lars Grael e André Heller para fortalecer e capacitar entidades

Fonte: Governo MT – MT



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Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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