Mato Grosso
Equipes do Indea percorrerão mais de 300 propriedades na região de Acorizal
Mato Grosso
Cinco dias após a confirmação da presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade rural com aves domésticas de subsistência, em Acorizal, equipes do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) seguem atuando ativamente no caso para evitar que o vírus atinja outros municípios.
Dez equipes com 30 profissionais do órgão já percorreram 150 propriedades rurais no entorno da área onde o foco foi detectado, para verificar se aves domésticas apresentam sinais clínicos que apontem a presença da gripe aviária. “Nesta semana ainda outras 175 serão visitadas. Nesses atendimentos, que denominados de vigilância ativa, também realizamos a educação sanitária, para orientar o produtor a estar atento aos sinais de mortandade de aves e a nos procurar caso desconfie da presença do vírus da Influenza Aviária nas aves domésticas”, explica o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli.
No final de semana, o local de criação de aves domésticas onde o foco foi detectado passou por limpeza e desinfecção. Até o momento, 164 aves foram sacrificadas sanitariamente e 212 ovos destruídos, conforme os protocolos oficiais.
A barreira sanitária montada na entrada da propriedade foi desmontada e agora a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, onde fica impedida de abrigar aves nesse período.
“A ocorrência de gripe aviária em aves domésticas de quintal tem maior risco em criações onde há contato com aves silvestres, principalmente as aquáticas como patos selvagens e paturis. O prejuízo econômico ocorre quando o vírus atinge as granjas comerciais, causando bloqueios nas exportações para outros países e impactos negativos ao setor avícola brasileiro”, comenta o médico veterinário do Indea, João Marcelo.
Nesta segunda-feira (19.1) as atividades de controle e erradicação seguem no regime 24 horas por dia, com equipes treinadas e equipadas para garantir a contenção do foco e a proteção da sanidade avícola do Estado.
O Indea informa aos criadores de aves domésticas os principais sinais de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP):
– Alta mortalidade: Aves morrendo rapidamente, tanto domésticas quanto silvestres
– Sinais Respiratórios: Espirros, tosse, corrimento nasal e ocular, dificuldade respiratória
– Sinais Neurológicos: Falta de coordenação motora, pescoço torcido (torcicolo), andar cambaleante
– Sinais circulatórios: Edema (inchaço) na face, crista e barbela com cor azulada/cianótica
– Sinais Gerais: Letargia (ave muito quieta), falta de apetite, queda na produção de ovos.
Se notar aves doentes ou mortas com esses sinais acima o Indea deve ser chamado imediatamente. A notificação pode ser feita pelo telefone 0800 065 3015 ou na unidade local mais próxima.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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