Mato Grosso
Corpo de Bombeiros e parceiros reforçam estratégia de prevenção no Parque Serra Azul
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) participou da 1ª Reunião Integrada Preventiva contra Incêndios Florestais no Parque Estadual Serra Azul (1ª RIP-FOGO), localizado em Barra do Garças (a 511 km de Cuiabá). O encontro teve como objetivo reforçar o compromisso coletivo com a preservação do parque e de seu entorno, por meio de um planejamento antecipado e estratégico voltado à prevenção e à resposta coordenada diante de possíveis incêndios florestais.
A reunião foi realizada na quarta-feira (11.2) e contou com a presença da gerente do Parque Estadual Serra Azul, Cristiane Schnepfleitner, além de representantes de órgãos públicos, brigadistas, gestores e parceiros.
Na ocasião, foi realizada a entrega do Termo de Compromisso Institucional da Rede Integrada de Proteção contra Incêndios Florestais (RIP-CIF), fortalecendo a cooperação entre as instituições envolvidas e reafirmando o compromisso conjunto com a prevenção, o combate e a gestão integrada do fogo no parque.
De acordo com o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), a reunião junto à equipe do parque consolida um importante espaço de articulação entre instituições dedicadas à proteção ambiental e à resposta integrada diante de eventuais ocorrências no parque.
Para este ano, já está em elaboração o Plano Operacional da Temporada de Incêndios Florestais (Potif), documento que orientará as ações estratégicas para o período de maior seca no Estado no estado, definindo prioridades, áreas sensíveis, fluxos de comunicação e diretrizes de mobilização interinstitucional.
“A reunião reforçou a importância da união de esforços e da construção de estratégias colaborativas para proteger o Parque Estadual Serra Azul, garantindo a conservação de seus ecossistemas e a segurança da região e de todos que dependem dele, especialmente nos períodos de maior seca”, destacou o comandante.
Ainda durante a reunião, também foram apresentados a estrutura e os resultados da Gestão de Incêndios Florestais conduzida pelo BEA. Foi detalhado ainda o ciclo operacional, composto pelas fases de Prevenção, Preparação, Resposta e Responsabilização, que orientam, de forma integrada, todas as ações da corporação.
Os participantes conheceram, ainda, os avanços nas estratégias de prevenção, a qualificação das equipes, a eficiência da resposta imediata e o fortalecimento das ações realizadas no ano passado e que devem ser reforçadas neste ano. Em 2025, a atuação coordenada e o monitoramento contínuo possibilitaram uma resposta rápida e eficaz, refletindo na redução recorde dos focos de calor e dos eventos do fogo em Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Cira-MT obtém decisões para recuperar R$ 1,6 milhão ao Estado
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) obteve duas decisões judiciais favoráveis para adoção de medidas patrimoniais em investigações de crimes contra a ordem tributária. As determinações incluem bloqueio de bens e valores, indisponibilidade de veículos e sequestro de imóveis, com o objetivo de assegurar a recuperação de mais de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos estaduais.As decisões foram proferidas pelos Núcleos de Justiça 4.0 dos Juízos das Garantias dos polos de Tangará da Serra e Rondonópolis, em procedimentos que apuram o não recolhimento de tributos estaduais e possíveis fraudes na comercialização de produtos agrícolas. Em ambos os casos, as investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) e os pedidos realizados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Nova Mutum – A primeira investigação envolve uma empresa de Nova Mutum que atua nos segmentos de comércio de materiais de construção e serviços mecânicos. As apurações conduzidas pela Defaz identificaram indícios de crime contra a ordem tributária relacionados ao não recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) declarado pela própria empresa.Os débitos, referentes aos anos de 2022 e 2023, foram inscritos em dívida ativa e somam R$ 1.183.005,70. A investigação resultou no indiciamento de um suspeito pela suposta prática de crime contra a ordem tributária.Diante dos elementos reunidos, a Defaz requereu o bloqueio de valores em contas bancárias, a indisponibilidade de veículos e, de forma subsidiária, o sequestro de imóveis até o limite do débito apurado. O pedido foi acolhido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Tangará da Serra, com atuação da 14ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Núcleo de Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária.Primavera do Leste – A segunda investigação apura suposta fraude tributária em operações de comercialização de milho realizadas por um produtor rural de Primavera do Leste. Conforme as apurações, as transações teriam sido simuladas para obtenção indevida de benefício fiscal, resultando no não recolhimento de ICMS devido ao Estado.Durante a investigação, também foram identificadas ligações entre a empresa apontada como destinatária das mercadorias e um esquema de fraude tributária investigado na Operação Crédito Podre. Com base nos indícios levantados, dois investigados foram indiciados pela suposta prática de crime contra a ordem tributária.Para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos, a Defaz requereu o bloqueio de bens e valores e a indisponibilidade de veículos até o montante de R$ 461.899,96. O pedido foi deferido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Rondonópolis, com atuação da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Primavera do Leste.Integração – As decisões reforçam a importância da atuação integrada dos órgãos que compõem o Cira-MT, tanto na apuração de crimes contra a ordem tributária quanto na adoção de medidas destinadas à recuperação de recursos devidos ao Estado.A força-tarefa é formada pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária; pela Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz); pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz); pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE); e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).
Fonte: Ministério Público MT – MT
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