Mato Grosso
Confira dicas de cuidados com a saúde durante o Carnaval
Mato Grosso
O Carnaval é a maior festa popular do Brasil e tem cerca de cinco dias de folia. Para aproveitar bem o período festivo, é importante adotar alguns cuidados com a saúde. Com foco no bem-estar, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta que a população esteja atenta a algumas situações.
De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de bebidas alcoólicas, em qualquer quantidade, pode impactar as funções cerebrais e, consequentemente, alterar a coordenação motora, a visão, a ação e a reação.
Por isso, a pessoa deve evitar a condução de carros e motos, após ingestão de bebida alcoólica, por menor que seja a quantidade.
“Recomendamos que bebam muita água, mesmo sem sede, para manter a hidratação durante as festividades. Também é importante lembrar que bebidas alcoólicas devem ser consumidas moderadamente”, frisou a superintendente da Atenção à Saúde da SES, Lenil da Costa Figueiredo.
Em relação à alimentação, é aconselhável consumir refeições leves e balanceadas – como frutas, verduras e legumes – e evitar alimentos de procedência duvidosa. Alimentos in natura e minimamente processados podem ser opções mais leves para ter mais disposição no carnaval.
Outras orientações
Prevenção à Covid-19: é fundamental que pessoas com sintomas gripais evitem a folia, como forma de prevenir o contágio de mais pessoas.
Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs): o uso da camisinha é essencial para prevenir doenças como Aids, HPV, gonorreia, sífilis e hepatites.
Proteção contra o sol é indispensável para a folia: passar longas horas sob o sol pode resultar em queimaduras, insolação e outros problemas de saúde. O uso de protetor solar é essencial e deve ser reaplicado a cada duas horas, principalmente se houver transpiração excessiva. Acessórios como bonés, chapéus e óculos escuros ajudam a proteger contra os raios solares e garantem mais conforto durante os blocos e desfiles.
Documentação e cuidados médicos: tenha sempre um documento de identificação e, se for portador de doença crônica, alergia grave ou utilizar próteses, leve com você um aviso que informe a sua condição.
Seguindo essas orientações, seu Carnaval será mais seguro e saudável. Divirta-se com responsabilidade e aproveite cada momento da festa!
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora
A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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