Mato Grosso

Ager intensifica fiscalização no transporte intermunicipal durante o Carnaval 2026

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Com a previsão de aumento no fluxo de viajantes no período de Carnaval, a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) irá reforçar as ações de fiscalização no Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, e em pontos estratégicos de embarque e desembarque na região da Baixada Cuiabana, entre os dias 13 e 20 de fevereiro, com a Operação Embarque Seguro.

A expectativa é de que somente pelo terminal passem mais de 33 mil passageiros, entre os dias 13 e 18 de fevereiro, com cerca de duas mil viagens programadas entre partidas e chegadas, incluindo linhas intermunicipais, interestaduais e internacionais. O aumento é de 32% em relação ao mesmo período de 2025.

Os destinos mais procurados dentro de Mato Grosso neste período incluem Chapada dos Guimarães, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Juína. Já nas viagens para outros estados, a procura se concentra em cidades tradicionalmente associadas às festividades de Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

A Ager atuará com inspetores reguladores em campo para verificar as condições dos veículos, a regularidade das viagens, o cumprimento de horários e a observância das normas de segurança e conforto dos usuários. A fiscalização também terá caráter orientativo, com apoio aos passageiros e monitoramento do atendimento prestado pelas empresas operadoras.

“Para garantir a segurança dos usuários, a Ager também intensificará a fiscalização com foco rigoroso no combate ao transporte clandestino. Nossas equipes atuarão em pontos estratégicos da Baixada Cuiabana para impedir viagens em veículos não autorizados, que coloquem em risco a vida dos passageiros. Além disso, verificaremos a manutenção e o conforto das frotas regulares”, declarou o superintendente regulador de transporte Rodoviário da Ager, Neimar Dantas.

Foto por Christiano Antonucci – Secom-MT.

Ouvidoria da Ager-MT

A Agência reforça a importância de que os usuários formalizem eventuais reclamações, denúncias ou sugestões por meio dos canais oficiais de atendimento, o que permite a apuração adequada e a adoção das providências cabíveis. O contato deve ser feito pelo telefone 0800 647 6464 (ligação gratuita), pelo WhatsApp (65) 99675-8719 ou ainda pelo e-mail: [email protected]

Para questões relacionadas ao transporte interestadual, o atendimento é realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pelo telefone 166, com serviço gratuito e funcionamento ininterrupto.

Terminal Rodoviário

Pelo Terminal Rodoviário de Cuiabá circulam mais de 1,8 milhão de pessoas por ano. O espaço passou por diversas melhorias estruturais e os pontos considerados críticos pela população, como conforto e segurança, receberam maior atenção durante os reparos. As obras de melhorias foram finalizadas em 2025 e esta foi a primeira grande reforma desde a sua construção em 1979.

O Governo de Mato Grosso concedeu a gestão do Terminal Rodoviário à iniciativa privada em maio de 2021, após processo conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). A previsão é de que investimentos da ordem de R$ 32 milhões ocorram ao longo dos 25 anos de concessão.

A Ager-MT é responsável pela regulação e fiscalização deste serviço público concedido.

Fonte: Governo MT – MT



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Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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