ETERNO
ZACALLO RECEBE JUSTA HOMENAGEM DE EX-JOGADORES, JOGADORES E CLUBES
A Confederação Sul-Americana de Futebol, a CONMEBOL, também se manifestou e ressaltou que o ex-jogador foi o único tetracampeão mundial como jogador, técnico e assistente.
Esporte
Com a morte de Mario Jorge Lobo Zagallo, ou “Velho Lobo”, como carinhosamente era chamado, ele que foi o eterno e lendário jogador, técnico e assistente técnico por diversos times brasileiros e, também, da própria Seleção Brasileira, onde fez história internacional, na noite desta sexta-feira, aos 92 anos, times, jogadores, ex-atletas e organizações esportivas se mobilizaram para homenagear o único tetracampeão do mundo que ainda estava vivo.
A morte foi comunicada pelo perfil oficial de Zagallo no Instagram. “Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano, ídolo gigante”, diz a nota.
Dentre os tributos ao Velho Lobo, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, prestou solidariedade aos familiares e decretou luto de sete dias pela morte. Além disso, Rodrigues determinou um minuto de silêncio em todas as partidas da primeira rodada das Eliminatórias da Copa do Nordeste, que começa neste sábado.
“Em 2022, inauguramos uma estátua em homenagem ao eterno campeão no Museu da CBF e não esqueceremos da emoção que compartilhamos”, disse o mandatário da entidade que comanda o futebol nacional.
A Confederação Sul-Americana de Futebol, a CONMEBOL, também se manifestou e ressaltou que o ex-jogador foi o único tetracampeão mundial como jogador, técnico e assistente.
O ex-jogador o Branco, tetracampeão mundial com a seleção brasileira em 1994, nos Estados Unidos, agradeceu ao amigo e afirmou que Zagallo será eternamente reverenciado por meio de uma postagem em suas redes sociais. “Tive a honra de aprender muito contigo”.
O atacante Marinho, do Fortaleza, publicou um vídeo carinhoso ao lado de Zagallo. Ele postou ainda outras fotos em diversas visitas ao treinador. “Essa notícia me pegou de surpresa. Escrevo essa legenda com lágrimas nos olhos”, disse o jogador, que afirmou ter convivido com Zagallo em seus últimos anos. “Apenas agradecer por cada minuto contigo”, escreveu.
O ex-lateral, Athirson, que foi convocado por Zagallo para defender a seleção brasileira também o homenageou também usou as redes sociais para prestar a sua solidariedade. “Campeão dentro e fora de campo”, disse ele.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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