VÁRZEA GRANDE

Várzea Grande encerra etapa em equipes dos Jogos Estudantis

Campeões receberam a premiação nesta segunda-feira

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Esporte

Foto: SECOM VG

 

As escolas estaduais Adalgisa de Barros e Arlete Maria foram consagradas campeãs nas categorias A e B dos Jogos Estudantis de Várzea Grande, modalidades coletivas, nesta segunda-feira (24) no ginásio de esportes “Fiotão”. Os jogos, que tiveram recorde de participação, são promovidos pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) e seguem, a partir de agora, com as modalidades individuais.

“A realização dos jogos pela prefeitura de Várzea Grande é uma forma de estimular a prática de esportes entre os jovens e, assim, fortalecer a educação, os valores de cidadania, trabalho em equipe e os laços de amizade”, destacou o Secretário Silvio Fidelis.

De acordo com Jadir Pereira, Superintendente de Esporte e Lazer da Smecel, o evento reuniu 31 escolas para a disputa de quatro modalidades em equipe, totalizando quase 120 equipes e 1200 atletas. “Isso é um marco para nossa cidade. Mostra como estamos bem servidos de estádio e de pessoal para trabalhar nos jogos”, completou.

Para o professor de educação física Advam Gonçalves de Moraes, o esporte é uma forma de transformar a vida e o caráter dos alunos. “O esporte é essencial, nele criamos valores que levamos para a vida”, afirmou.

Os jogos aconteceram no ginásio do Fiotão, Antonio Sotero e do Centro de Iniciação Esportiva (CIE). As modalidades coletivas foram Basquetebol, Futsal, Handebol e Vôlei, divididas em duas categorias por idade e gênero.

Os vencedores desta etapa seguem para os jogos regionais, com apoio da prefeitura.

SECOM/VG

Confira os campeões de cada categoria:

Basquetebol – A – Masculino: Escola Estadual Prof. Adalgisa de Barros

Basquetebol – A – Feminino: Escola Estadual Honório Rodrigues Amorim

Basquetebol – B – Masculino: Escola Estadual Arlete Maria

Handebol – A – Masculino: Escola Estadual Maria Leite Marcoski

Handebol – A – Feminino: Sesi Escola

Handebol – B – Masculino: Escola Estadual Jaiminho

Handebol – B – Feminino: Sesi Escola

Vôlei – A – Masculino: Escola Estadual Porfiria Paula

Vôlei – A – Feminino: Escola Estadual Arlete Maria

Vôlei – B – Masculino: Escola Estadual Irene Gomes

Vôlei – B- Feminino: Escola Estadual Arlete Maria

Futsal – A – Masculino: Escola Estadual Maria Leite Marcoski

Futsal – A – Feminino: Escola Estadual Salim Nadaf

Futsal – B – Masculino: Colégio Adventista

Futsal – B – Feminino: Escola Estadual Manoel Gomes

SECOM/VG

 

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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