CUIABÁ

Troféu Brasil de Atletismo será realizado pela primeira vez em Mato Grosso

Maior evento interclubes de atletismo da América Latina acontecerá entre de 06 a 09 de julho; competição tem apoio da Secel

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Esporte

Foto por: Christiano Antonucci

Mato Grosso está a exatamente um mês de receber o maior evento interclubes de atletismo da América Latina. Com o fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o Estado sedia pela primeira vez o Troféu Brasil de Atletismo, que será realizado no Centro Olímpico de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, de 06 a 09 de julho.

“É um acontecimento histórico para Mato Grosso. Pela primeira vez, vamos reunir aqui os maiores talentos do atletismo do país e do Estado, num evento de grande visibilidade para nossa região e para nossos atletas. Com certeza, é a realização de um sonho, estamos na maior expectativa e trabalhando muito para apresentar da melhor forma possível as nossas potencialidades”, celebra o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Uma das atrações do Troféu Brasil será o atleta mato-grossense Almir Júnior, que competiu nas Olímpiadas de Tóquio 2021. Favorito na prova de salto triplo, com condições de quebrar os recordes brasileiro e sul-americano, o mato-grossense vem relembrar o seu passado, em que competia nas categorias de base em pistas do município de Peixoto de Azevedo.

“Almir se consolidou como uns dos melhores do mundo na prova de salto de triplo. Ele agora treina para representar bem o Brasil nas Olimpíadas de Paris, mas o foco dele também é a competição dentro de casa, ele está ansioso para a disputa no Estado em que nasceu e conta com nossa torcida”, comenta Elves Pinho, técnico responsável pela formação da base esportiva de Almir Jr.

Divulgação/SECOM-MT

De Peixoto de Azevedo, mais quatro jovens atletas competem no Troféu Brasil de Atletismo:  Gilvan Costa, no salto triplo, Willian Alves e Arielton Costa, nos 100m, e Marco Antônio Moreira, no salto em distância. Revelações do esporte com diversas conquistas, os três primeiros são contemplados com Bolsa Atleta da Secel.

Aliás, o programa Olimpus, do qual o Bolsa Atleta faz parte, terá outros representantes mato-grossenses disputando a competição nacional. Dentre os atletas Olimpus, estão Francielly Marcondes, Jânio Varjão e Peterson Ribeiro, de Barra Garças; Wendel Gerônimo, de Pontes e Lacerda; Ionane Linhares, Eduardo Furtado, Isabelle Almeida, Nerisnelia Sousa e Luiz Victor Gomes, de Sorriso; e Lissandra Maysa, de Nossa Senhora do Livramento.

Divulgação/SECOM-MT

Atleta mato-grossense do projeto Olimpus, Lissandra Maysa

O Troféu Brasil 

Realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o Troféu Brasil é a principal competição de atletismo do país. Também considerado o maior da América Latina, o evento será mais uma chance dos atletas alcançarem índices para o Campeonato Mundial de Atletismo de Budapeste, Hungria, de 19 a 27 de agosto.

Em 2022, a competição foi realizada no Rio de Janeiro e recebeu a inscrição de 755 atletas, de 123 clubes, representando 22 Estados e o Distrito Federal. Neste ano, estima-se que mais de mil atletas participem do evento.

Pela primeira vez, desde que a competição começou em 1945, será realizada em Mato Grosso.

SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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