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São Paulo vence o Juventude no Morumbis, mas sai sob vaias e clima de pressão

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Mesmo com vitória por 1 a 0 sobre o Juventude, o clima no Morumbis nesta terça-feira esteve longe de ser de festa. O São Paulo garantiu a vantagem no duelo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, mas ouviu vaias ao final da partida e fortes protestos contra o técnico Roger Machado e o diretor de futebol Rui Costa. O gol da noite foi marcado por Luciano, ainda no primeiro tempo, enquanto Calleri desperdiçou um pênalti nos minutos finais.

Ambiente quente no Morumbis

A insatisfação da torcida começou antes mesmo de a bola rolar. O nome de Roger Machado foi recebido com vaias durante o anúncio da escalação, e o treinador seguiu sendo alvo de cânticos ofensivos ao longo do jogo, especialmente quando a equipe, mesmo com um jogador a mais, tinha dificuldades para criar. Rui Costa também não escapou: o dirigente foi xingado nas arquibancadas tanto no início da partida quanto no intervalo.

Apesar da vitória, o São Paulo deixou o gramado sob vaias. A vantagem mínima dá ao time o direito de empatar no jogo de volta, mas uma derrota por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. O reencontro entre as equipes acontece em 13 de maio, às 19h, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

O jogo

O São Paulo começou buscando o ataque. Logo aos três minutos, Luciano cobrou falta e obrigou o goleiro Pedro Rocha a trabalhar. A melhor chance inicial surgiu aos 15 minutos, quando Alan Franco apareceu livre após cobrança de falta e cabeceou firme, mas parou no goleiro adversário.

A equipe seguiu pressionando e abriu o placar aos 32. Artur, em boa jogada pelo lado direito, superou Diogo Barbosa e cruzou na primeira trave. Luciano se antecipou aos defensores e cabeceou para as redes, colocando o Tricolor em vantagem.

O Juventude quase se complicou ainda mais dois minutos depois, quando a própria defesa quase marcou contra após levantamento de Danielzinho. O São Paulo teve oportunidade clara de ampliar aos 40 minutos, quando Cauly saiu de frente para o gol, mas Pedro Rocha salvou novamente.

Expulsão e pressão sem eficiência

O Juventude perdeu Diogo Barbosa logo aos três minutos da etapa final. O lateral recebeu inicialmente cartão amarelo após falta dura em Luciano, mas o VAR recomendou revisão, e o árbitro Lucas Paulo Torezin mudou a decisão para vermelho direto.

Com um jogador a mais, o São Paulo acumulou oportunidades, mas pecou nas finalizações. Artur acertou a trave aos 16 minutos, e Calleri perdeu uma chance clara aos 29 ao chutar por cima, sozinho frente ao goleiro.

Aos 43, o Tricolor teve a chance de fechar a vitória com mais tranquilidade. Após toque no braço de Léo Índio dentro da área, o árbitro assinalou pênalti. Calleri cobrou no canto direito, mas Pedro Rocha, em grande noite, defendeu e evitou o segundo gol.

Próximos jogos

São Paulo
Jogo: São Paulo x Mirassol – 13ª rodada do Brasileirão
Data: 25/04 (sábado), às 21h
Local: Brinco de Ouro da Princesa, Campinas

Juventude
Jogo: Juventude x Londrina – 8ª rodada da Série B
Data: 25/04 (sábado), às 21h
Local: Estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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