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São Paulo inicia Sul-Americana com vitória suada no Uruguai

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O São Paulo estreou com o pé direito na fase de grupos da Copa Sul-Americana de 2026. Na noite desta terça-feira, o Tricolor Paulista superou o Boston River por 1 a 0, em partida disputada no lendário Estádio Centenário, na capital uruguaia. O gol solitário de Bobadilla foi suficiente para garantir os primeiros três pontos da equipe na competição continental.

Com a vitória, o São Paulo assume a segunda posição do Grupo C, somando três pontos. A liderança da chave é do O’Higgins, que, com um saldo de gols superior (após vencer o Millonarios por 2 a 0), também acumula três pontos. O Boston River, por sua vez, figura na terceira colocação, sem pontos conquistados nesta rodada de abertura.

O jogo

A partida foi um verdadeiro teste de resistência para o Tricolor. Enfrentando condições adversas de vento e chuva, o São Paulo demonstrou controle da posse de bola desde os primeiros minutos. Aos cinco, uma trama ofensiva culminou com Bobadilla, que, após receber de Ferreirinha, finalizou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão. O Boston River respondeu aos 13, com Yair González, que teve seu cruzamento interceptado por Enzo Díaz e, em seguida, obrigou o goleiro Rafael a fazer uma boa defesa com um chute potente.

O Tricolor seguiu pressionando. Aos 18, após uma cobrança de falta de Cauly, a bola desviou na zaga adversária e Alan Franco teve a chance, mas foi bloqueado. Ferreirinha também teve uma boa oportunidade aos 28, finalizando para a defesa do goleiro Antúnez após passe de Bobadilla. Antes do intervalo, Cauly arriscou de longe, com a bola passando perto da trave, e Ferreirinha, nos acréscimos, exigiu mais uma intervenção de Antúnez.

Segundo tempo 

A segunda etapa começou com um gol anulado para o São Paulo, aos cinco minutos, quando Cauly desviou após tentativa de Tapia. A arbitragem, contudo, invalidou o lance. A insistência são-paulina foi recompensada aos 15 minutos. Ferreirinha serviu Bobadilla na entrada da área, e o atacante paraguaio, com habilidade, driblou a marcação e chutou cruzado, sem chances para o goleiro uruguaio, balançando as redes e abrindo o placar. O Boston River ainda tentou uma reação, assustando aos 23 com um chute de Dafonte que passou por cima do gol de Rafael, mas o São Paulo conseguiu segurar a vantagem até o fim.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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