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Santos abre vantagem, mas Bahia reage e busca empate na Fonte Nova

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O Santos deixou escapar uma vitória importante neste sábado (25.04), ao empatar por 2 a 2 com o Bahia, na Arena Fonte Nova, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo após construir dois gols de frente ainda no primeiro tempo, o time paulista caiu de rendimento na etapa final e viu os donos da casa dominarem as ações e evitarem a derrota diante de sua torcida.

O resultado mantém o Santos em alerta na tabela. Com 14 pontos, o Peixe permanece na 15ª colocação, ainda próximo da zona de perigo. Já o Bahia comemora: ao chegar aos 21 pontos, a equipe tricolor sobe uma posição e volta ao G4, reforçando sua boa campanha na competição.

Primeiro tempo de domínio santista

A partida começou com forte pressão do Bahia. Willian José teve duas chances claras logo no início, obrigando o Santos a recuar. O Peixe respondeu em seguida, com investidas perigosas de Rony, mas sem eficácia.

O placar foi inaugurado aos 21 minutos, após Gabriel Bontempo ser derrubado por Pulga dentro da área. Após checagem do VAR, o árbitro apontou pênalti, convertido com tranquilidade por Rollheiser. O meia‑atacante ainda ampliou aos 48, novamente em cobrança de penalidade, levando o Santos ao intervalo com vantagem confortável.

Bahia cresce no segundo tempo e busca a igualdade

A etapa complementar começou mais cadenciada, mas o Santos ainda teve boas oportunidades com Lautaro Díaz e Oliva, sem conseguir liquidar o confronto. Aos poucos, o Bahia passou a controlar o jogo e encontrou espaço para reagir.

Aos 30 minutos, Luciano Juba recolocou o Tricolor no jogo ao acertar uma cobrança de falta perfeita, indefensável para Diógenes. Animado, o time baiano foi para cima e alcançou o empate aos 37. Erick Pulga cruzou na medida para Willian José, que ganhou da marcação pelo alto e testou firme para as redes.

Com a reação, a Fonte Nova explodiu e o Bahia ainda tentou a virada, mas o Santos conseguiu segurar o empate até o apito final.

Próximos compromissos

Bahia
São Paulo x Bahia – Brasileirão
03/05/2026, às 16h – Morumbis (SP)

Santos
San Lorenzo x Santos – Copa Sul‑Americana
28/04/2026, às 19h – Estádio Pedro Bidegain (Buenos Aires)

FICHA TÉCNICA
Bahia 2 x 2 Santos
Competição 13ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Data 25 de abril de 2026
Horário 18h30
Cartões amarelos – Bahia Erick Pulga, Santiago Mingo, Everton Ribeiro
Cartões amarelos – Santos Diógenes, Miguelito, Mayke, Escobar
Gols – Santos Rollheiser (21′ 1ºT), Rollheiser (48′ 1ºT)
Gols – Bahia Luciano Juba (30′ 2ºT), Willian José (37′ 2ºT)
 Bahia Léo Vieira; Acevedo, Gabriel Xavier (Gilberto), Ramos Mingo, Luciano Juba; Caio Alexandre (Erick), Jean Lucas, Michel Araújo (Everton Ribeiro); Kike Olivera (Everaldo), Erick Pulga, Willian José. Técnico: Charles Hembert
 Santos Diógenes; Mayke, Lucas Veríssimo, João Ananias, Escobar; João Schmidt (Luan Peres), Christian Oliva, Rollheiser (Miguelito); Gabriel Bontempo (Rincón), Rony (Moisés), Thaciano (Lautaro Díaz). Técnico: Cuca

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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