R$ 21 MILHÕES DE INVESTIMENTOS

Projetos apoiados pelo Governo de MT fomentam o setor esportivo de Cuiabá

Somente na última edição do projeto Olimpus, o suporte à carreira esportiva de diversos atletas de Cuiabá contou com mais R$ 1,3 milhão em recursos

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Esporte

Foto: SECOM MT

O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 21 milhões, ao longo dos últimos quatro anos, em ações que fortelecem o esporte na Capital mato-grossense. Os recursos são destinados por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), para fomento de projetos e ações voltadas ao setor.

Somente na última edição do projeto Olimpus, o suporte à carreira esportiva de diversos atletas de Cuiabá contou com mais R$ 1,3 milhão em recursos. No momento são contemplados 104 esportistas da capital, com bolsas que variam de R$ 200 a R$ 2 mil.

Considerado o maior programa de incentivo ao esporte da história no Estado, o projeto atende esportistas de base e de alto rendimento, incluindo o paradesporto. Dentre as beneficiadas estão jogadoras do goalball, modalidade paralímpica praticada por atletas que possuem deficiência visual.

Ana Carolina
Divulgação

“É um projeto que permite a manutenção do nosso esporte, que veio para nos ajudar a desenvolver com excelência. Eu já participei de cinco edições dos Jogos Paralímpicos e nunca vi um Estado com tanto investimento”, afirma Ana Carolina, moradora da capital mato-grossense que integra a seleção brasileira de goalball.

Para atender o segmento esportivo como um todo, o Governo de Mato Grosso instituiu, também, o Bolsa Técnico no projeto Olimpus. Um dos treinadores contemplados é Filipe Bicudo, técnico do Melina Rugby, clube que conquistou para Cuiabá os dois últimos títulos do Campeonato Brasileiro Feminino de Rugby Sevens e do Campeonato Brasileiro de Rugby League.

“O incentivo da Secel tem sido muito importante para formação continuada, de forma a  melhorar a capacidade técnica e assim servir tanto o Melina quanto à sociedade cuiabana e mato-grossense”.

Com um Centro de Treinamento localizado no Distrito Industrial, em Cuiabá, o Melina conta com equipes adultas e juvenil, e ainda atua na formação de base com crianças de 08 a 12 anos de bairros da região. Algumas dessas crianças e jovens também são contempladas com Bolsa Atleta.

“Sem esse auxílio muitos atletas precisariam parar de treinar para trabalhar e ajudar no complemento da renda familiar.  De uma forma geral, as bolsas do projeto Olimpus nos ajudam a dar continuidade aos treinamentos. É uma iniciativa muito valiosa tanto para o rendimento esportivo quanto para parte social do clube na região”, complementa o técnico Filipe Bicudo.

Filipe Bicudo junto da equipe feminina do Melina Rugby
Créditos: Divulgação

Outra inovadora iniciativa do Governo de Mato Grosso é o projeto Pontos de Esporte e Lazer, que já investiu R$ 675 mil em 27 organizações da sociedade civil em Cuiabá, desde que foi lançado em 2020.  Atualmente, o valor do prêmio é de R$ 40 mil para cada instituição custear projetos sociais na área esportiva em diferentes bairros, beneficiando principalmente comunidades mais vulneráveis.

Uma das organizações sociais contempladas como Ponto de Espore e Lazer é a Associação Centro América de Karatê Shotokan. Somente na capital, a instituição conta com 8 polos de atuação e atende cerca de 600 crianças e adolescentes.

“Junto com outras entidades beneficiadas pela Secel, a Shotokan está ajudando na formação de seres humanos melhores em Cuiabá e na região. Nosso orgulho é saber que conseguimos promover uma grande transformação por meio do esporte. E quando uma criança, um jovem, um adulto são atendidos pela atividade libertadora do esporte, a transformação vem para a família inteira”, destaca José Humberto, presidente da Associação Shotokan.

Associação Shotokan foi selecionado no edital Ponto de Esporte e Lazer
Créditos: Divulgação

Na lista de políticas públicas esportivas também estão inclusos apoios constantes em ações realizadas por instituições que ajudam a levar esporte e lazer à população da capital mato-grossense, como os projetos Beach Tenis para escolas públicas, Esporte é no Coletivo, Craque Cidadão, Amigos da Solidariedade, dentre outros.

Os recursos estaduais possibilitam, ainda, a vinda de competições nacionais e internacionais, proporcionando lazer e entretenimento aos moradores e impactos socioeconômicos positivos ao município. Cerca de R$ 10 milhões já foram investidos para que Cuiabá recebesse grandes eventos esportivos, como a Liga das Nações de Vôlei, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Super Copa do Brasil, Campeonato Nacional de Karatê-Do Tradicional e, em julho deste ano, o Troféu Brasil de Atletismo, que é o principal evento da modalidade na América Latina.

“Conseguimos nos últimos quatro anos atender Cuiabá com ações de promoção do esporte e lazer. Com os recursos do Governo de Mato Grosso, movimentamos a rede produtiva do esporte na capital mato-grossense e possibilitamos oportunidades econômicas e de lazer para a população, e chances de um futuro promissor aos atletas”, conclui o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Divulgação – Igor Queiroz, classificado para o Pan-Americano de Wrestling

FONTE: SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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