156 ANOS DE FUNDAÇÃO

‘Pedal da Guarda’ realiza edição comemorativa ao aniversário de Várzea Grande

Prefeito Kalil Baracat, deu a largada e participou da concentração. O evento teve a participação de ao menos 500 ciclistas, que percorreram 25 km pelas principais ruas e avenidas da cidade.

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A edição comemorativa de aniversário de 156 anos da cidade incluiu também o Pedal da Guarda Municipal. A atividade teve início às 20h, com saída da Praça Sarita Baracat, e percorreu 25 km pelas principais ruas e avenidas centrais da cidade.

Kalil Baracat, prefeito de Várzea Grande, deu a largada e participou da concentração do “Pedal da Guarda” que também é conhecido como “Pedal da Família”.

“É uma satisfação participar de um projeto tão importante, já tradicional e que atrai ciclistas não só de Várzea Grande, mas também de Cuiabá. Um projeto desenvolvido pela nossa Guarda Municipal que já ocorre há seis anos, e eu vim externar minha satisfação com a atividade e com as pessoas que participam e buscam qualidade de vida”, afirmou o prefeito.

Baracat também ressaltou a importância do trabalho da Guarda Municipal para a segurança da cidade e os munícipes e afirmou que está previsto para este ano um novo concurso para aumentar o efetivo e reforçar todo o trabalho desenvolvido pela corporação na área de segurança pública.

O evento contou com a participação de cerca de 500 ciclistas, sendo 15 guardas municipais e cidadãos várzea-grandenses e de Cuiabá que aderiram ao passeio. Durante o percurso, os ciclistas contaram com o apoio da Guarda Municipal, que fechou as ruas para garantir a segurança dos participantes. A atividade também contou com pontos de hidratação, carro de apoio para eventuais emergências, do Samu, e dois agentes da Guarda Municipal que pedalam junto com os participantes para a segurança.

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Segundo o coordenador do Pedal, o Guarda Municipal, Juliano Lemos, o objetivo do evento é promover a integração entre a Guarda Municipal e a população, além de incentivar a prática de atividades físicas, qualidade de vida e educação para o trânsito.

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“Sabemos que através do ciclismo conseguimos alcançar saúde e qualidade de vida e o Pedal da Guarda é o Pedal da Família. Para quem quiser participar é importante saber que é semanal, acontece toda quinta-feira, a concentração é a partir das 19h30 na Praça Sarita Baracat, no centro de Várzea Grande e o trajeto é sempre diferente”, detalhou Juliano Lemos.

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O Pedal da Guarda Municipal é bem recebido pelos participantes, como relata o ciclista Rodrigo Souza: “É muito legal ver a Guarda Municipal se envolvendo em atividades que estimulam o bem-estar da população. Além disso, é uma oportunidade de conhecer a cidade de uma forma diferente e divertida”.

Joaquim Cosme, conhecido por Cruzeirense, já frequenta o Pedal da Guarda há dois anos, ele destaca o ambiente familiar e amigo como principal atrativo. “Eu sempre via o pessoal na rua de bicicleta e ficava com vontade de participar, mas não sabia como. Um dia eles passaram pelo meu bairro, no São Mateus, aí eu me informei e desde então participo”.

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Wanderley de Lima Dias, é prova de que a força de vontade de viver supera as dificuldades. Ele sofreu um acidente com descarga elétrica há 18 anos e teve a maior parte dos dois braços amputados, mas a deficiência não o impede de pedalar toda quinta-feira com o grupo. “Acho que eu faço mais coisas do que as pessoas que têm os dois braços e mãos. Tento superar e me adaptar e viver bem com alegria. Precisei adaptar minha bicicleta para ter suporte no guidão e participo ativamente do Pedal, só falto quando preciso viajar a trabalho”, relata.

Para o comandante da Guarda Municipal, Alisson Baracat Salgado, o evento foi um sucesso: “Ficamos muito felizes com a adesão dos ciclistas e da população em geral. É muito gratificante ver a Guarda Municipal contribuindo para o desenvolvimento da cidade de Várzea Grande”.

O Pedal da Guarda Municipal encerrou-se por volta das 22h, na sede da Guarda localizada na Avenida da FEB. O evento foi considerado um sucesso pela organização e pelos participantes, reforçando o compromisso da Guarda Municipal de Várzea Grande em promover atividades que estimulam a integração com a população e o bem-estar dos cidadãos.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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