VÁRZEA GRANDE

Novo centro esportivo é inaugurado no bairro Aurília Curvo

Espaço teve investimento de R$ 900 mil, com recursos do município e da Assembleia Legislativa

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Esporte

Foto: SECOM/VG

No último sábado (20), a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), inaugurou o centro esportivo João Anselmo de Oliveira, no bairro Aurília Curvo. O espaço, que agora conta com academia ao ar livre, brinquedos e uma quadra poliesportiva, teve investimento de R$900 mil, divididos entre a Prefeitura e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Kalil Baracat, prefeito de Várzea Grande, destacou a relevância da inauguração do centro esportivo como parte das comemorações do aniversário da cidade, enfatizando o compromisso da administração em realizar obras em todos os cantos do município. “Vamos entregar, até o final do meu mandato, obras de qualidade, que atendam o desejo da sociedade, principalmente na Educação, na Saúde, e no saneamento básico, que são prioridade de nossa gestão”, afirmou.

Neste sentido, o secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, destacou a importância da obra como mais um equipamento para a comunidade, que recentemente também recebeu a inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Brígida Maria Costa Marques. “Ano passado tivemos a entrega dessa unidade escolar e, agora, o Centro Esportivo, com uma área de lazer para essa população poder aproveitar ao máximo os espaços públicos, onde também teremos atividades organizadas pela superintendência de Esporte e Lazer”, disse.

Presentes no evento, Gustavo e Alan, de 13 e 11 anos, comemoraram esse novo espaço para que eles e seus amigos possam brincar e praticar esporte. “Muito massa. Agora vou poder jogar futebol aqui, vôlei que o pessoal às vezes quer. Ficou muito melhor. Queria agradecer o prefeito Kalil por essa obra”, disse Alan.

Gin da Silva, servidor público e morador, também elogiou o resultado do projeto e comentou sobre a importância do centro esportivo para o bairro, acreditando que trará retornos positivos para a comunidade.

SECOM/VG

O vice-prefeito José Hazama, por sua vez, disse que essa entrega reflete o comprometimento do prefeito com toda a população de Várzea Grande. “E também já anunciamos a construção de uma quadra de areia, para prática de Vôlei e futevôlei, ampliando ainda mais as opções de lazer para a comunidade através deste centro”.

Dilma da Silva, presidente da associação de moradores, expressou sua gratidão ao prefeito Kalil e ao secretário de educação pelo novo espaço esportivo, destacando a importância de oferecer às crianças e aos jovens a oportunidade de praticar esportes e atividades físicas.

Com essa inauguração, o novo centro esportivo no bairro Aurília Curvo se torna uma opção valiosa para os moradores de Várzea Grande, promovendo o esporte, o lazer e a integração da comunidade.

Secom/VG

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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