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Jogo do Flamengo na Colômbia é cancelado após atos de violência da torcida

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A partida entre Flamengo e Independiente Medellín, marcada para a noite desta quinta-feira (07.05), no Estádio Atanasio Girardot, terminou antes mesmo de ganhar ritmo. Com apenas dois minutos de bola rolando, o confronto foi paralisado por causa de atos de hostilidade praticados pela torcida colombiana, que lançou bombas e objetos no gramado e também provocou depredação de estruturas do estádio. Cerca de uma hora e meia depois da interrupção, a Conmebol confirmou o cancelamento do jogo.

A decisão ocorreu após uma escalada de tensão que já preocupava as autoridades antes do apito inicial. Em meio à crise vivida pelo clube colombiano, havia receio de confusão nas arquibancadas, o que acabou se confirmando logo no início da partida. Aos seis minutos, o árbitro Jesús Valenzuela determinou que os jogadores das duas equipes deixassem o campo e retornassem aos vestiários.

O episódio pode trazer consequências esportivas importantes. Pelo regulamento da Conmebol, se a suspensão definitiva for atribuída ao Independiente Medellín, a entidade pode considerar W.O. a favor do Flamengo, com placar de 3 a 0 para o time brasileiro.

A revolta da torcida do Medellín vem sendo alimentada por uma sequência de resultados ruins e por instabilidade interna no clube. Depois da goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 1 no Maracanã, em 16 de abril, a equipe passou por mudança no comando técnico. Alejandro Restrepo foi substituído de forma interina por Juan Sebastián Botero, ex-treinador do sub-20.

A troca, no entanto, não surtiu efeito. No último domingo, o time perdeu por 2 a 1 para o Rionegro Águilas e acabou eliminado na fase de classificação do Campeonato Colombiano, terminando apenas na 11ª colocação. O momento ruim dentro de campo agravou o clima de pressão fora dele.

A crise também atingiu a direção do clube. O acionista majoritário Raúl Giraldo foi criticado após interagir com torcedores de forma provocativa logo depois da eliminação nacional. Na segunda-feira, ele pediu desculpas publicamente e renunciou ao cargo de liderança no Medellín, mas a insatisfação da torcida continuou evidente na tentativa de impedir a realização do jogo desta quinta-feira contra o Flamengo.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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