Esporte
Instituto INCA entrega Kits Esportivos em Mato Grosso
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O Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação está desenvolvendo o projeto social “Kit Esportivo 2023”, que atenderá a prática esportiva do Futebol de Salão e Futebol de Campo, com a doação de Kits esportivos em 14 comunidades e bairros dos municípios de Mato Grosso, que já desenvolvem ações esportivas com crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, preferencialmente àquelas pertencentes às camadas mais pobres da população, classificados como vulnerabilidade social ou em situação de risco social.
Serão atendidos diretamente 420 alunos, sendo 840 pessoas envolvidas, entre familiares e amigos, onde irão receber desde bola, redes, cones, bombas, escada agilidade e corda de pular, para as atividades.
As entidades beneficiadas com o kit esportivo aplicam em sua formação a metodologia pedagógica e educativa de estimular, não somente o lazer e a saúde com a prática do esporte, mas também atitudes positivas entre as equipes nas práticas desportivas para o desenvolvimento da conduta humana e social.
Tem como objetivo colaborar para um caminho sem drogas, bem como trabalhar a autoestima e valorização do ser humano, como reflexo da sociabilização social.
É preciso também destacar a importância do esporte na vivência de valores necessários para o convívio em sociedade como a tolerância, a inclusão e o respeito. Além disso, o esporte pode ajudar como mais uma alternativa para a educação de crianças, adolescentes e jovens, e dá a consciência para mantê-los distante do consumo de drogas.
A prática esportiva e seus métodos pedagógicos podem ajudar no desenvolvimento das pessoas, independente de qual geração pertence, trazendo benefícios no combate a doenças modernas, como a ansiedade, a depressão, o individualismo, a síndrome do pânico, o estresse, a agressividade e as dependências.
Assim a caracterização deste projeto é a de estimular o desenvolvimento psicomotor, por meio da prática desportiva, com vistas na mudança do seu estilo de vida, em casa, no trabalho, na escola, no lazer, com os amigos, enfim, com melhor qualidade de vida, ao corpo e à mente.
O projeto social Kits Esportivos 2023 é uma realização do Instituto INCA-Inclusão, Cidadania e Ação, por meio de emenda parlamentar impositiva do deputado estadual Nininho, com recursos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Esta é a segunda ação. A primeira aconteceu em 2022, com o projeto Kit Esportivo nas Comunidades de Mato Grosso.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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