"AVENTURA, TURISMO E MEIO AMBIENTE"
Hazama dá largada à edição histórica do Rally Ecológico 2022 no Paço Municipal
Rota Várzea Grande-Pantanal marcou a realização da 20ª edição do evento que reúne aventura, lazer, turismo e conscientização ambiental.
Esporte
O ronco dos motores rompeu no dia (19) a pacata rotina de um sábado de manhã no Paço Municipal Couto Magalhães, sede da prefeitura de Várzea Grande. Pela primeira vez, o acesso principal do local foi escolhido como ponto de partida para realização de uma competição automotiva. O vice-prefeito de Várzea Grande, José Hazama e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Charles Caetano Rosa, deram a largada da edição histórica do Rally Ecológico, que em 2022 completa 20 anos.
A concentração e a largada foram realizadas dentro do Paço Municipal, de onde saíram 80 veículos entre motos, carros de passeio, utilitários, SUVs e caminhonetes. No mapa de navegação dos competidores uma rota de tirar o fôlego: Várzea Grande rumo ao Pantanal mato-grossense. A Estrada-Parque, que corta a maior planície alagável do Planeta, recebeu pela primeira vez a maior prova de regularidade de Mato Grosso.
Essa edição contou com apoio da prefeitura municipal de Várzea Grande, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, de Comunicação, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, de Saúde, de Educação e de Defesa Social, essa última reforçou a presença dos Guardas Municipais nas imediações do Paço, orientando o trânsito durante a largada dos participantes.
Representando o prefeito Kalil Baracat, o vice-prefeito José Hazama destacou a importância social do Rally, já que deixa como legado a conscientização sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, com o cultivo de árvores nativas e distribuição de cestas básicas. “É um evento para a família, consegue reunir aventura, diversão, lazer, fomenta o turismo e a gastronomia, sem perder seu caráter social, pelo bem comum. Nós nos sentimos honrados em poder ser a sede dessa edição que marca os 20 anos do Rally Ecológico. A primeira edição também teve como ponto de partida Várzea Grande e hoje estamos aqui novamente participando desse grandioso evento como é o Rally “.
Ainda como pontuou Hazama, a gestão do prefeito Kalil prioriza o esporte e tudo que possa entreter a família várzea-grandense. “Prova disso são os investimentos em cultura e lazer, por meio da construção, reforma e revitalização de praças, quadras poliesportivas, miniestádios e áreas verdes., por exemplo. Várzea Grande deu todo o apoio, desde as primeiras reuniões técnicas até a largada de hoje. As mudas, que acabaram de ser plantadas aqui no entorno do Paço Municipal, são do viveiro municipal, criado e mantido pela secretaria de Meio Ambiente, dentro do Parque Ecológico Bernardo Berneck”. As mudas plantadas pelo vice-prefeito, pelo secretário e pelos organizadores do Rally Ecológico foram de espécies nativas, ipês amarelos e rosas, árvores que já dominam a paisagem da sede administrativa da prefeitura.
O presidente do Sportsmotor Clube de Automobilismo e diretor geral do Rally Ecológico, Luiz Galvan, lembrou na abertura do evento que o primeiro Rally Ecológico teve a largada realizada no local onde hoje é o Várzea Grande Shopping, na época um terreno baldio, no dia 15 de novembro de 2002. “De lá pra cá o evento se consolidou. Agradecemos o apoio do prefeito Kalil Baracat e de toda sua gestão, aliás, o apoio da prefeitura de Várzea Grande, por mais esse ano, foi fundamental para o sucesso do evento”, disse.
Galvan frisou ainda que além de apoio, Várzea Grande tem posição estratégica para a rota que foi definida para essa competição que tem como ponto final o Pantanal. “Por aqui, saímos pela Praia Grande e seguimos rumo ao Pantanal. Para competições como essas, quanto menos área urbana for percorrida, melhor”.
Galvan fez questão de dizer que é um várzea-grandense de coração há mais de 40 anos. Tem empresa e mora na cidade. “Eu amo essa cidade”. Para a próxima edição, o Sportmotor Clube de Automobilismo vai inovar de novo, como anunciou Galvan: “Não sei o local da largada, mas será uma edição noturna, o Rally Ecológico da Meia Noite”.
De acordo com os organizadores, em 20 anos mais de meio milhão de mudas já foram plantadas e nesse mês a organização doou 150 cestas básicas à secretaria municipal de Assistência Social.
O secretário Charles lembrou que a história volta ao princípio, com Várzea Grande reunindo dezenas de competidores para mais uma edição. “O Rally Ecológico deixa como legado árvores plantadas por onde passa, desperta a conscientização ambiental e esse aprendizado se multiplica dentro de casa. Vemos aqui hoje famílias inteiras participando, crianças e jovens que com certeza vão querer cultivar uma árvore, cuidar dela e cobrar que os outros também preservem”.
Ele destaca ainda que o Rally Ecológico tem como meta promover a conscientização ambiental. “As principais lideranças do planeta estão lá no Egito, na 27ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas, discutindo exatamente ações efetivas para promover a preservação do meio ambiente por meio da redução das emissões de gases de efeito estufa e do desmatamento ilegal. E aqui estamos fazendo nossa parte para conscientizar, preservar e combater as queimadas que tanto judiaram do nosso Pantanal nos últimos anos”.
Além do carácter ambiental, Charles aponta ainda que ao ser sede de uma competição como essa que reúne ‘ralizeiros’ de outras cidades de Mato Grosso e a mídia nacional especializada, Várzea Grande entra no radar, passa a ser vista por seus atrativos culturais, de tradição secular, e especialmente, abre todo seu potencial turístico e gastronômico. É uma oportunidade ímpar de colocar Várzea Grande na mídia, nos holofotes. O turismo é uma indústria limpa, gera empregos, renda e desenvolve o seu entorno”.
Para essa edição se inscreveram ‘ralizeiros’ de Tangará da Serra, São José dos Quatro Marcos, Lucas do Rio Verde, Campo Verde e de Sorriso.
E também de forma inédita, o Município esteve representado por servidores da secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, na categoria Turismo, 4×4, com três carros participantes e sete servidores. Aceitaram o convite à aventura: Charles Caetano (secretário), Taiza Akerley (superintendente de Turismo), Odilson Nepomunceno (gerente), Pollyana Oliveira (jurídico), Luciane Siva (secretaria geral), Lorhayne Galibert (coordenadora financeiro) e Júnior Nunes (tecnologia da secretaria).
O RALLY – O grid de largada contou com 80 competidores divididos entre as categorias 4×4, Expedition, Turismo 4×2, Motos e Big-Trail. A prova teve percurso de 160 Km, saindo de Várzea Grande, passando pela região de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, até o Hotel Mato Grosso Pantanal, as margens do Rio Pixaim, na Transpantaneira.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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