Esporte
Fluminense vence com gol-relâmpago e mantém esperança no G4 do Carioca
Esporte
Em um domingo decisivo no Maracanã, o Fluminense garantiu uma vitória crucial sobre o Nova Iguaçu por 2 a 0, pela 10ª rodada do Campeonato Carioca. Com gols de Germán Cano e Santiago Canobbio, o time de Mano Menezes chegou aos 14 pontos e se manteve na briga por uma vaga no G4 da Taça Guanabara – etapa que classifica para as semifinais do Estadual.
O primeiro
Logo aos 35 segundos, antes mesmo da torcida se acomodar nas arquibancadas, o Tricolor abriu o placar em jogada que começou com Martinelli pressionando a saída de bola do Nova Iguaçu. A recuperação chegou a Arias, que encontrou Germán Cano livre na área. O artilheiro argentino finalizou sem piedade para marcar seu quinto gol no Carioca e igualar Vegetti (Boavista) e Zé Vitor (Boavista) na liderança da artilharia.
Aos 38 minutos, o Fluminense ampliou com um golaço de Canobbio. Após triangulação entre Fuentes e Arias – este com assistência primorosa –, o uruguaio chutou da entrada da área. A bola bateu na trave direita de Bruno Ferreira e morreu no fundo do gol, marcando seu primeiro gol com a camisa tricolor desde que chegou ao clube em 2024.
Nova Iguaçu assusta no fim do primeiro tempo
O time visitante quase descontou aos 41 minutos, quando Caio Hones recebeu pela esquerda e chutou cruzado. O goleiro Fábio freou parcialmente a bola, mas foi o desvio de Freytes – zagueiro do Flu – que evitou o gol ao mandar o rebote rente à trave esquerda.
Segundo tempo
Mano Menezes reforçou o meio-campo no intervalo ao colocar Lima e Facundo Bernal no lugar de Riquelme e Hércules. O Tricolor controlou as ações sem correr riscos contra um Nova Iguaçu que alternou entre pressão alta e retrancas, mas sem eficácia para balançar as redes novamente.
O Fluminense ocupa a 5ª posição (14 pontos), atrás do Vasco (também com 14), que leva vantagem no saldo de gols (+6 contra +5 do Flu).
O Nova Iguaçu segue em 8º lugar, mas ainda com chances matemáticas: tem 13 pontos, apenas um atrás do Flu e do Botafogo (6º).
Na última rodada da Taça Guanabara:
O Fluminense enfrentará o Bangu, já rebaixado à Série B do Carioca, no domingo (horário), no Maracanã. Uma vitória pode garantir acesso ao G4 caso outros resultados ajudem.
O Nova Iguaçu recebe o Madureira, no Estádio Laranjão, às 16h (de Brasília). Precisará vencer e torcer por tropeços de concorrentes diretos.
Para Mano Menezes, resta usar os sete dias até o confronto com o Bangu para aprimorar setores como finalização – já que mesmo com sete finalizações ao gol contra o Nova Iguaçu, apenas dois viraram gols – e manter vivo o sonho de erguer um título que escapou em temporadas recentes.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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