34ª Corrida Homens do Fogo’

Evento esportivo terá aulão de aquecimento promovido pelo Sesc-MT

A 34ª Corrida Homens do Fogo será realizado no dia 14 de agosto, com trajetos de 5 e 10 km, entre as principais avenidas de Cuiabá e Várzea Grande

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Esporte

Foto: Assessoria

O evento esportivo da 34ª Corrida Homens do Fogo é promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBM-MT), em conjunto com o Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio em Mato Grosso (Sesc-MT). A competição será realizada no dia 14 de agosto, com trajetos de 5 e 10 km, entre Cuiabá e Várzea Grande. As inscrições esgotaram em poucos dias e a organização contabiliza 1500 participantes.

A largada está marcada para às 7h, na Alameda Júlio Müller, em Várzea Grande. Antes, os corredores poderão cuidar da saúde participando de aulão de aquecimento, aferindo a pressão e recebendo orientação nutricional. Além disso, o Sesc vai distribuir aos competidores frutas e degustação de repositor energético. Também haverá quick massage, que será feita por profissionais do Senac.

A corrida é tradicional e aguardada pelo público. A coordenadora de Lazer do Sesc-MT, Lucilene Maria da Silva, ressaltou que o evento estimula a prática de atividades físicas e agrega valor social.

“Pensamos a ‘34º Corrida Homens do Fogo’ de forma que os competidores contribuíssem com a sociedade, deixando um legado de solidariedade. Desta forma, estaremos arrecadando alimentos não perecíveis para o projeto Mesa Brasil, que é desenvolvido pelo Sesc e tem o objetivo de combater a fome e o desperdício”, explica Lucilene Maria da Silva.

A doação acontece no momento da retirada dos kits, entre os dias 11 e 13 de agosto no Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá). Os corredores devem apresentar o comprovante de inscrição e entregar 2kg de alimentos não perecíveis ao projeto. O kit é formado por camiseta, sacochila, chip e número de peito. O atendimento será feito no dia 11 de agosto, entre 13h e 21h; no dia 12, das 6h às 14h; e no dia 13, das 13h às 21h.

Todos os corredores que cruzarem a linha de chegada receberão uma medalha. Os três primeiros colocados no pódio devem ganhar um troféu e premiação em dinheiro de R$ 150,00 a R$ 500,00.

Categoria Geral

1º Lugar Geral 10 km Masc/Fem R$ 500,00, mais troféu.

2º Lugar Geral 10 km Masc/Fem R$ 250,00, mais troféu

3º Lugar Geral 10 km Masc/Fem R$ 150,00, mais troféu

Categoria Militar

1º Lugar Geral 5 km Masc/Fem R$ 300,00, mais troféu.

2º Lugar Geral 5 km Masc/Fem R$ 200,00, mais troféu

3º Lugar Geral 5 km Masc/Fem R$ 100,00, mais troféu

Categoria Masculino

1º Lugar Militar 10 km Masc/Fem R$ 500,00, mais troféu.

2º Lugar Militar 10 km Masc/Fem R$ 250,00, mais troféu

3º Lugar Militar 10 km Masc/Fem R$ 150,00, mais troféu

Categoria Feminino

1º Lugar Militar 5 km Masc/Fem R$ 300,00, mais troféu.

2º Lugar Militar 5 km Masc/Fem R$ 200,00, mais troféu

3º Lugar Militar 5 km Masc/Fem R$ 100,00, mais troféu

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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